A secretária-adjunta da Saúde de Guarulhos, Graciane Dias Figueiredo Mechenas, foi entrevistada na manhã desta sexta-feira, no programa Radar de Notícias, da rádio Imprensa, quando falou sobre a febre amarela. Participaram os jonalistas Rodrigo Sousa, Virgílio Rocha e Inajara Nogueira.
Ela fez um histórico da situação, lembrando que, em meados do segundo semestre de 2017, quando apareceu o primeiro macaco morto e ficou comprovado que estava infectado, a Secretaria de Saúde iniciou a vacinação em três postos, situados em locais próximos às áreas de matas. Na época, contou, era tão pouca a procura, que foi feita divulgação com alto-falantes e faixas e até campanha de porta em porta para conscientizar as pessoas.
No início deste ano, com a notícia da morte de um morador do Jardim Munhoz, infectado provavelmente nos limites entre Nazaré Paulista e Mairiporã, onde ele tinha um sítio, instalou-se na população um temor que ela classifica de exagerado, levando às filas muito mais gente do que é possível atender.
Explicou que todas as gestões foram feitas perante os governos estadual e federal, para obter maior quantidade de vacinas; que assessores de outras secretarias têm sido deslocados para ajudar na organização das filas e na orientação às pessoas, mas que não é possível ampliar o atendimento. Disse que nas UBSs onde não está havendo aplicação da vacina é porque não estão próximas a áreas de risco.
Pediu calma à população, por entender que a situação tende a ficar melhor quando começar a vacinação com doses fracionadas, a partir do dia 25. Graciane agradeceu o empenho das equipes das unidades de saúde, que, segundo afirmou, estão esgotadas com o volume de trabalho, mas têm se dedicado a atender muito acima do que seria razoável.
Confira a entrevista completa abaixo:

