InícioCLICK GUARULHOSQueixa contra Hospital Municipal da Criança

Queixa contra Hospital Municipal da Criança

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A família do garoto Davi Lucca postou nas redes sociais uma postagem que repercutiu no fim de semana.

O menino estava na escola, na quinta-feira (12), brincando de pega-pega, e caiu em cima do cotovelo esquerdo, Foi levado ao Hospital Municipal da Criança e do Adolescente de Guarulhos (HMCA – antiga Santa Casa), onde foi feito o raio X e constatado que tinha sofrido fratura. Como não tinha especialista para avaliá-lo, pediram que o levassem ao HMU (Hospital Municipal de Guarulhos). A mãe relata que lá ele foi muito bem atendido e operado. Mas que, depois da cirurgia, teve de ser transferido para o HMCA, para ser internado, por se tratar de uma criança.

Segundo a postagem, o traslado foi feito em uma ambulância em más condições. Ao chegar no HMCA, não havia vaga para internação, motivo pelo qual a mãe teve de ficar com ele na sala de Soroterapia, na cadeira em que aparece na foto. “Por 24 horas, em péssimas condições; só o medicaram com dipirona; não deram nenhuma assistência ao pós operatório dele; durante a madrugada, retiraram todos dessa sala para as faxineiras a lavarem, fomos para a sala de inalação, onde ficamos por mais ou menos 2 horas. Eu carreguei meu filho no colo, com dor; ele simplesmente gritava quando era tocado; fiquei esse tempo com ele no colo, até voltar para a cadeira novamente”, relata a mãe.

Ela conta que, na sexta-feira, Davi iria ter alta logo pela manhã, porque não tinha vaga na internação, mas ficou aguardando o parecer do ortopedista. “Pois bem: ele veio avaliá-lo por volta das 13 h e, para minha surpresa, perderam as radiografias do meu filho, tive que levá-lo ao andar de cima para refazer. Só consegui retorno com o médico às 18h. Quando ele olhou as radiografias, disse que a cirurgia dele provavelmente vai ter que ser refeita, porque os ganchos de aço no cotovelo ficaram mal posicionados ou se moveram. Ele não soube me dizer se foi na cirurgia ou se foi no pós-operatório, devido às péssimas condições a que ele foi exposto. Todos os médicos deram a maior assistência, minha indignação é com a falta de consciência. Meu filho deveria ter ficado internado em um quarto, numa cama, e transportado com o maior cuidado, sem contar que só me deram os papéis da internação para assinar às 16h de ontem, e que nessa sala tinha até criança com meningite”, detalha.

“O médico que atendeu o Davi ontem me deu a maior atenção, e vai estudar o caso do meu filho, ele vai ser avaliado. Fico indignada porque talvez ele tenha que refazer uma cirurgia, para a qual ele tomou anestesia geral e foi entubado, ou, caso não faça, pode ficar com sequelas, pela falta de consideração de um hospital que é referência em Guarulhos, que só trata de crianças, e o atendimento e instalações estão péssimas”, afirma. Conclui a postagem com este comentário: “O HMU (Hospital Municipal de Guarulhos) está lindo por por fora e a recepção maravilhosa, mas a parte do centro cirúrgico está como antes: inacabado, ou seja, falta muito para terminar. Eles terão que se responsabilizar pelas péssimas condições a que o Davi ficou exposto”.

RESPOSTA DO INSTITUTO GERIR, QUE ADMINISTRA TANTO O HMCA QUANTO O HMU

O paciente deu entrada em 12 de abril com fratura ortopédica de emergência. Foi encaminhado ao Hospital Municipal de Urgências (HMU) onde o procedimento cirúrgico foi realizado. Voltou para  HMCA, mas não havia vaga imediata para internação. Aguardou na soroterapia para reavaliação do ortopedista. O raio X não foi perdido, como alega a mãe, pois ele foi feito no HMU. Foi realizado novo raio X, o ortopedista reavaliou a criança e deu alta hospitalar para posterior acompanhamento ambulatorial.

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