Memórias, causos, curiosidades, lembranças, histórias particulares e outras bastante pessoais marcaram a vernissage da exposição Luiz Gonzaga, Na Eternidade dos 30!, evento que reuniu artistas, jornalistas, escritores e público interessado na obra do Rei do Baião no Adamastor Centro na noite chuvosa da última quinta-feira (6).
A exposição, em exibição até o dia 1º de março, diariamente das 9h às 22h, conta com um acervo composto por literatura de cordel, partituras, discos raros, letras inéditas, documentos, livros, revistas e fotos do acervo do Instituto Memória Brasil.
Do Nordeste para todo o Brasil
Para colocar o visitante do Adamastor Centro diante do riquíssimo contexto da cultura nordestina, a exposição convida as pessoas a adentrarem esse curioso universo por meio da literatura de cordel. Logo na entrada da exposição, um grande livro com folhetos de cordel estreita a relação entre a obra de Gonzaga e as histórias do romanceiro popular do sertão.
Outros adereços que chamam a atenção do visitante são a cabine de rádio, o chapéu de couro e a indumentária, que nos dão a ideia de que o artista está lá, em um dos lugares que mais gostava de estar.
Curiosidades sobre Luiz Gonzaga
· Asa Branca é a música mais regravada no Brasil.
· Antes de ser artista, o sonho de Gonzaga era fazer parte do bando de lampião.
· Os pratos preferidos de Gonzaga eram baião de dois, rabada e cabrito assado.
· Tocou sanfona para a ex-primeira-dama da Argentina Evita Perón e para o ex-presidente norte-americano Harry Truman.
· Em 1944 Luiz Gonzaga compôs uma valsa chamada Passeando em Paris. Ele só conheceu Paris em 1982.
· No início da carreira, Luiz Gonzaga abria shows do cantor country Bob Nelson.
· Luiz Gonzaga participou de vários filmes, os primeiros nas décadas de 1940 e 1950.
· Luiz Gonzaga gravou 625 músicas em 266 discos; 53 músicas de sua autoria, 243 de sua autoria com parceiros e 331 de outros compositores.
· Foram 125 discos de 78 RPM, 41 compactos simples e duplos de 33 RPM e de 45 RPM, além de dezenas de LPs de 10 e 12 polegadas, espalhados em inúmeras coletâneas levadas à praça nos formatos de LPs e CDS e em trilhas de filmes e documentários.
· Há 70 anos, Luiz Gonzaga e Zé Dantas inventaram o forró. A primeira música do ritmo foi Forró de Mané Vito.
· Luiz Gonzaga tocou sanfona para o papa João Paulo II e ofereceu sua sanfona para o pontífice.
· O ídolo estrangeiro de Gonzaga era Carlos Gardel, de quem interpretava com perfeição o tango Mano a Mano.
· Deu mais de 200 sanfonas de presente a quem ele acreditava ter talento; a primeira foi para Dominguinhos.
· Dentre as mais de 600 músicas que gravou, Luiz Gonzaga gostava mesmo era de A Triste Partida, de Patativa do Assaré, e Asa Branca, dele e de Humberto Teixeira

