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RICARDO CELESTINO

Ricardo Celestino nasceu em São Paulo, no bairro da Mooca em 1986.Doutorando em Língua Portuguesa pela PUC-SP, desenvolve pesquisa sobre Ensino de Língua Portuguesa, Leitura e produção de textos nas diversas áreas do conhecimento e Análise do Discurso.

Tem experiência no ensino, atua desde o Ensino Médio até o Ensino Técnico e Superior em cursos de Nutrição e Dietética, Edificações, Design de Interiores, Enfermagem, Informática e Administração na ETEc Helópolis e ETEc Mandaqui, do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, e em Letras, História e Pedagogia nas Faculdades Integradas de Guarulhos. Atualmente, tem trabalhado com os temas de Leitura e Produção textual em uma perspectiva transdisciplinar, ensino de Língua Portuguesa e Análise do Discurso.

Está vinculado a grupos de pesquisa do Programa de Estudos Pós-Graduados em Língua Portuguesa da PUC-SP e do Programa de Estudos Pós-Graduados em Língua Portuguesa da UNESP-Assis. Publicou contos literários nas antologias Dimensões BR, Palavras Veladas, Horas Sombrias e King Edgard Hotel da Editora Andross.

Também possui artigos científicos publicados em revistas especializadas na área de Letras.

Contato: ricardo.celestino2003@gmail.com

ARTIGOS RICARDO CELESTINO

Da Chechênia ao Brasil: Pessoas matam pessoas em defesa da moral

Li há umas semanas que na Chechênia a policia tem orientado pais a matarem filhos gays para limpar a honra familiar.

De ficção de novos planetas à condições de nosso planeta

Sempre gostei de ficção científica. Meu primeiro livro exigiu reflexão pesada. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ficou em minha memória adolescente e talvez...

Sobre nosso governo, nossa letargia e outras coisas

Todo mundo é o mundo todo? ou O quarto sujo sujou o hóspede? ou Tem alguém me ouvindo aí? Eu queria muito que essa fosse minha última crônica política....

Por um pouco mais de vida…

Li essa semana um punhado de coisa estranha. A cabeça chega a parecer garganta de professor em fim de semestre.

Se seu gato fosse do tamanho de um leão, ele te devoraria…

Deleuze estava certo… ou Precisamos tomar conta de nossos desdobramentos diários… O dia-a-dia é um pasto de temas possíveis. Isso justifica a abertura do texto dessa semana....

O cérebro humano e nosso likes diários

Haja assunto para tanto click. ou É para ver ou para compartilhar? Numa semana dessas me disseram que o cérebro se submete ao truque das notícias virais....

Dos hospitais sem verba e da minha vida sem pressa

Leia a coluna completa no Click Guarulhos

De quando Helena viveu High And Dry

Então vou chamá-la de Helena. Tudo bem. Antes de qualquer coisa, seria interessante que você lesse essa história escutando High and Dry do Radiohead. Te incomoda? De...

De quando conheci Eliza

Então vou chamá-la de Eliza. Tudo bem. Eu costumo sair da aula às 15:30. Toda quarta-feira, no mercado próximo, tem frutas com preço bom. Frutas ‘’frescas''....

De quando Hanna quis grafitar o coração da prima

Então vou chamá-la de Hanna. Tudo bem. Nome incomum na Vila Nova Cachoeirinha. Nessa altura, também, como podemos classificar o que é comum? Parece que em...

De quando não sabemos o que fazer quando crescer

Então vou chamá-la de Renata. Tudo bem. Renata terminara aquele ciclo obrigatório de estudos e precisava escolher o que fazer. Um clichê da vida moderna burguesa...

De quando Ana precisava de um clone

Então vou chamá-la de Ana Tudo bem. Ana é doutoranda. Todo e qualquer prazo é curto para Ana. Todo e qualquer convite que lhe desvie atenção...

De quando ela queria fazer jornalismo

Então vou chamá-la de Isabela. Tudo bem. Isabela é repórter de rua. Responsável por trazer aos telespectadores os últimos acontecimentos da Zona Sul paulistana. Entendeu a...

De quando Vanessa ansiava por um mundo melhor e tinha um grande horror de...

Então vou chamá-la de Vanessa. Tudo bem. Eu diria que Vanessa sempre foi um produto bem feito da sociedade moderna. Como devemos nos distanciar um pouco...

De quando sentiu saudade daquele sommelier de palavras

Como muitas pós-debutantes, guardava em si a angústia. Redução do espaço, do tempo. Carência, inquietude, sofrimento. Dosados à homeopatia de ir e vir em...

De quando Manu lembrou de uma canção iorubá… uma referência à ilê ayiê

Então vou chamá-la de Manu. Tudo bem. Manu sempre gostou das músicas afrobrasileiras. Encontrava nelas a força espectorante para lidar com a vida e os acontecimentos...

De quando ele achou que tinha domínio sobre Lilian

Então vou chamá-la de Lilian. Tudo bem. Lilian estava sentada na escadaria de uma rua de praça. Acabara de ter com ele. A conversa durou cerca...

De quando Leticia pensava que era melhor que Macabea

Então vou chamá-la de Leticia. Tudo bem. Leticia estava envolta de trabalho. Tantos papeis forravam a mesa de vidro de sua sala que não lembrava se...

De quando achou que Dolores era Doroteia

Então vou chamá-la de Bruna. Tudo bem. Quando Bruna tinha dezoito anos, saía todas as noites porque se sentiu definitivamente livre das amarras da menoridade. Tinha...

De quando Jacinta teve a visão

Então vou chamá-la Jacinta. Tudo bem. Jacinta tinha a impressão de que sua vida começara no casamento. Já há quase uma década com seu parceiro, casada...

De quando a vida não pode parecer um soneto

Então vou chamá-la de Angela. Tudo bem. Angela aguardava sua vez em uma pequena sala de espera. A sua frente, uma mesa de centro reunia revistas...

De quando Jade parecia ter tudo para ser feliz

Então vou chamá-la de Jade. Tudo bem. Caminhava por aquelas bandas com o semblante meio adoentado. Vultuosa… trafegava nas sombras, dirigia seu dia na penumbra. Enfermiça…...

De quando a identidade é tão sólida que desmancha no ar

Então vou chamá-la de Frida. Tudo bem. Frida organizava sua mudança quando tocou pela segunda vez nas caixas de papelão do maleiro de seu quarto. Nelas,...

De quando Kamila resolveu revidar na hora errada

Então vou chamá-la de Kamila. Tudo bem. Era 12:45AM. Em acesso de fúria, Kamila decidiu levantar e tomar o aparelho celular de um estranho, mesmo que a...

De uma gravidez indesejada

Então vou chamá-la de Gabi. Tudo bem. Gabi nasceu em um bairro tradicional da cidade de São Paulo. Contudo, isso não quer dizer muita coisa sobre...

De quando Cândida pegou carona com um estranho

Então vou chamá-la de Cândida. Tudo bem. Não estou muito acostumado a falar sobre pessoas com idade maior que a minha, mas o episódio prenuncia uma...

De quando escutava Strokers e se lembrou que tinha saudades

Então vou chamá-la de Julia. Tudo bem. Gozando de seus trinta anos e daquela costumeira necessidade de ganhar dinheiro para pagar o aluguel de um apartamento...

De quando ainda há dores, mas quero falar de conforto

Então vou chamá-la de Layla. Tudo bem. Layla levantou tarde. Colocou o pé descalço no assoalho frio. Certificou a ausência dos corpos nus. Andou três ou...

De quando Elisa solapa outros caminhos

Então vou chamá-la Eliza. Tudo bem. Eliza gostava muito de imitar seu pai. Quando pequena, há vinte e poucos anos, admirava o almanaque jornalístico de domingo...

De um anel, de um tempo, de um presente

Então vou chamá-la de Laila. Tudo bem. Em frente a uma penteadeira quase vitoriana da casa de sua mãe, experimentava um anel desconfortável. Aquela pedra roxa,...

De quando o tempo presente é aquilo que menos importa

Então, vou chamá-la de Madalena. Tudo bem. Madalena tem 32 anos e costuma ir de metrô à consulta com seu psicólogo. O encontro e o coloquio...

De um jantar, de uma leitura, de uma vida sem pressas

Vou chamá-la de Bia. Tudo bem. Bia deitou na cama e olhou o teto do seu quarto. Antes disso, lera a página de um livro e...

De quando Sonia mexe em uma rede social antes de sua festa de aniversário

Então vou chamá-la de Sonia. Tudo bem. Não por acaso, ela faz aniversário no dia internacional pela eliminação da discriminação racial. Completa 30 anos. Gosta muito...

De quando eu preciso me impeachmentizar

Então vou chamá-la de Helena. Tudo bem. Helena tem 30 anos. Trabalha para manter um filho pequeno de dois anos e as contas em dia com...

De quando sua casa agride seu sexo

Então vamos chamá-la de Aline. Tudo bem. Aline tem 19 anos e precisa escolher o que quer da vida. Estudou em uma escola pública e comprou...

De quando a melhor alternativa é comer uma panqueca americana

Então vou chamá-la de Lígia. Tudo bem. Lígia tem 30 anos e um inacabável sono. Sonha, se martiriza. Tem a angústia do Deus Capital que te...

Carta a uma amiga

Eu vou ler a carta de quem chamarei Carol. Tudo bem. ‘'Querida irmã e amiga desconhecida, Tudo bem com você? Antes de qualquer coisa eu queria dizer...

De quando um tufo de confete carnavalesco te invade garganta adentro

Então vou chamá-la de Laís. Tudo bem. Laís não era um folião. No lugar do carnaval, queria mesmo era aproveitar uma festa punk. Não queria tomar...

De quando Aline viu o Navio Negreiro na rua Castro Alves

(recomendo ler este texto em voz alta, escutando Sandálias, de Karol Conka) https://www.youtube.com/watch?v=ERY62HZ3zLk&index=14&list=RDEXvRois3tlM Estou em pleno mar… espaço que brinco, entre a brisa do alto do telhado e...

De um caminho em (re)progresso

Então, vamos chamá-la de Liz. Tudo bem. Liz tem 24 anos, trabalha num escritório de advocacia e matriculou-se há dois semestres no curso de Ciências Contábeis....