Bônus decepciona professores da rede estadual

Depois de muita enrolação, idas e vindas, o governo estadual anunciou que decidiu o abono salarial aos professores, como vinha sendo praticado nos últimos anos.
O abono era aguardado pela categoria no dia 31 de março, mas na véspera a Secretaria de Educação anunciou que, em vez do abono, daria um reajuste de 2,5% incorporado aos salários.
Os professores reagiram de imediato, reclamando nas Diretorias de Ensino e pelos órgãos de Imprensa. O governo percebeu que a opinião pública ficara do lado da categoria e que a decisão fora recebida com antipatia pela população, para quem as alegações de queda na arrecadação não justificavam o rompimento de um benefício que já era ansiosamente aguardado.
O secretário José Renato Nalini manifestou-se, anunciando que o governo resolvera manter o pagamento do abono, embora alertando que os cofres estaduais não permitiriam que o valor fosse tão expressivo como nos anteriores. No dia 12, o governador Geraldo Alckmin assinou decreto definindo esta sexta-feira, dia 15, como dia para o crédito do abono nas contas dos funcionários da Educação e informando que o valor médio seria de R$ 2.008.
Nesta quinta-feira, porém, quando os professores e demais servidores da área consultaram os Lançamentos Futuros em suas contas bancárias, verificaram que o valor do abono que está sendo creditado é infinitamente menor do que o de 2015 e dos anos anteriores.
Professores que mantiveram contato com o Click Guarulhos informaram que no ano passado receberam R$ 5 mil e agora o valor gira em torno de R$ 900. Nenhum deles está recebendo mais de que R$ 1.000. Para que o valor médio seja de R$ 2.008 seria necessário que muitos recebessem abonos bem superiores. Conclui-se que o valor médio anunciado pelo governo deve ser resultado da média aritmética da soma do maior e do menor abono e não a média real.
A revolta entre a categoria é geral e certamente o governo tucano enfrentará dificuldades para resolver esse descontentamento.

Valdir Carleto