Na edição da Weekend do dia 7/12, por uma falha operacional, o graffiti retratado na capa da revista, no antigo prédio da Secretaria de Comunicação, não era de nenhum dos autores focalizados na reportagem.

Por uma questão de justiça, vamos contar um pouco da história do da arte do autor: João Paulo, morador do Jardim São Domingos, é conhecido como Jota Pe. Ele conta que sempre gostou de desenhar, mas que seu contato com o grafite se deu em 1998, quando ainda não tinha um estilo definido. Passou a pesquisar e sempre busca aprimorar sua arte. Procura transmitir sentimento em tudo o que pinta e faz uso de suas criações para questionamentos sociais. Por exemplo, além da obra “Alice, meu país não é uma maravilha”, tem obras contra os preconceitos: parodiando a Branca de Neve, ele pintou a Preta do Bairro; na mesma linha, criou as Pretinhas Superpoderosas e a Mona Cresp; não raro, aborda cenas da natureza, em defesa do meio ambiente.

A arte que ilustrou a capa da Weekend foi escolhida porque contém o viaduto Cidade de Guarulhos, que é uma referência da cidade, e alude à comunicação, fazendo um contraponto entre um meio rudimentar ­– as latinhas ligadas por um barbante – e as mídias digitais atuais.

Eclético, Jota Pe tanto pode produzir grafites nas ruas, pintar quadros para ambientes internos, elaborar um cenário ou, como faz rotineiramente para ganhar a vida, fazer fachadas comerciais. No livro “Das mãos, a arte”, de Marisa Quintal, diz: “Falar do meu trabalho é falar da minha vida”.

Rafael Cassiano, o Bera

Na referência ao grafiteiro conhecido como Nesc, a foto mostrava também o trabalho de Rafael Cassiano, o popular Bera. Ele está há dois anos atuando com graffiti. Diz que tenta comunicar o que se passa ao seu redor e que se sente bem em exercer plena liberdade de expressão. Tem como profissão a pintura residencial, mas gosta de contribuir com a cena do graffiti em Guarulhos.