Pelo menos 200 pessoas ocuparam o terreno que fica na Estrada Velha de Guarulhos de São Miguel, na altura do número 900, na madrugada de sábado, 8. Parte da área é destinada para abrigar o Parque Tecnológico de Guarulhos.
O movimento foi promovido pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) com apoio do vereador do PT, Edmilson Souza, que disse em sua página do Facebook que foi chamado pelas lideranças na madrugada para evitar um conflito. “É meu papel enquanto vereador de estar ao lado daqueles que lutam por justiça social. Temos aqui crianças, idosos, mulheres grávidas e é para evitar que esta ação da GCM e PM não termine em tragédia, que estou aqui no local”.
Numa ação rápida, o prefeito Guti ordenou a reintegração de posse e na noite de sábado, a Guarda Civil iniciou os procedimentos. Foram menos de 20 horas para a desocupação da área. Segundo a Prefeitura, a GCM “isolou o local para que o assentamento não crescesse em número de pessoas. Algo que a própria liderança do movimento considerou correto no primeiro momento.”
Porém, novos membros do movimento começaram a chegar ao local com “colchões, compensados de madeira e materiais de construção” e foram impedidos de entrar na área pelos agentes da GCM, conforme anunciado pela Prefeitura.
Segundo a nota, “o impedimento fez com que o movimento passasse a hostilizar a GCM, inclusive com violência no local do bloqueio, que fica a pouco mais de 400 metros do terreno invadido. Levando a depredação de uma viatura da GCM e o carro pessoal do secretário de segurança”.
Já o MTST, alegou truculência na ação e falta de mandado para reintegração. “A Guarda de Guarulhos invadiu a ocupação das famílias de sem-teto organizadas pelo MTST jogando bombas, gás lacrimogêneo, dando tiros, jogando os cachorros em cima das famílias, além de agressões físicas”, disse Guilherme Boulos, líder do movimento, nas redes sociais.
O movimento ainda diz que “houve dezenas de feridos, inclusive crianças, além do advogado que procurava intermediar a situação foi agredido violentamente”. Apesar das alegações do MTST, faltam imagens que comprovem a truculência da GCM com idosos e crianças.
A gestão municipal considerou a ação dentro dos padrões e disse que irá investigar se houve excessos. Há um ato marcado pelo MTST para quarta-feira, 12, na Praça Getúlio Vargas, às 9h.




