Ônibus, bancos, indústria e comércio podem parar nesta sexta-feira em Guarulhos

Protesto dos servidores públicos municipais na Praça Getúlio Vargas - Foto: Alexandre de Paulo/Click (24.05.19)

Sindicatos e Centrais Sindicais convocaram greve geral nacional para esta sexta-feira, 14. Segundo eles, o protesto tem o intuito de “combate à reforma da Previdência, defende as aposentadorias, cobra verbas para a Educação e a volta dos empregos.”

Em Guarulhos, cuja população atual é de aproximadamente 1,4 milhão de habitantes, “nenhum ônibus vai circular na cidade na sexta”, disse Maurício Brinquinho, presidente do Sindicato da categoria (Sincoverg).

A greve deve começar nas primeiras horas da madrugada. Ações conjuntas dos sindicatos estão programadas para acontecer a partir das 8 horas, no Parque Cecap. Às 16 horas está agendado ato de protesto na Praça Getúlio Vargas (Centro). 

Adesão
Segundo a Agência Sindical, a greve geral pretende unir “todo o sindicalismo guarulhense”. Estão confirmadas presenças dos sindicatos dos Condutores, Metalúrgicos, Servidores Municipais, Químicos, Têxteis, Alimentação, Vestuário, Construção Civil, Vigilantes, Bancários, Previdenciários e Professores/Apeoesp. Entidades do movimento social também devem aderir e apoiar a greve.

Guaruppas/Guaruset
Nota da associação das empresas concessionárias do transporte coletivo de Guarulhos e do sindicato patronal da categoria, informa que pretende minimizar ao máximo os efeitos colaterais da greve para a população. No fim tarde desta quinta, 13, a Guarupass obteve na Justiça o aumento de R$ 15 mil para R$ 100 caso 50% dos ônibus de Guarulhos não circulem amanhã.

Veja abaixo a íntegra:

“Reforçando seu compromisso com a população de Guarulhos e região, a Guarupass/Guaruset informa que está atuando por meio de todas as medidas cabíveis a fim de minimizar os impactos da possível paralisação do serviço de transporte público por ônibus da cidade na próxima sexta-feira, dia 14 de junho.

Em 12 de junho, a entidade encaminhou ao Tribunal Regional do Trabalho um pedido de tutela cautelar oficializando a solicitação de garantia de serviço mínimo à população. A decisão do tribunal determina que, em caso de realização da greve, os serviços de transporte público por ônibus sejam assegurados em 70% durante os horários de pico, compreendidos das 5h às 10h e das 17h às 20h. E, que nos demais períodos do dia, seja assegurado 50% do serviço de transporte público em questão sob pena de multa diária de R$ 15 mil, que nesta tarde aumentou para R$ 100 mil.

A Guarupass/Guaruset reitera que, embora o direito de greve esteja previsto no artigo 9º da Constituição Federal, deve ser exercido com responsabilidade, principalmente nas atividades caracterizadas como essenciais e indispensáveis como no transporte coletivo de passageiros.”

Liminar da Justiça impede Metrô e CPTM de parar

Já a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (SMT) conseguiu uma liminar na Justiça para impedir que o Metrô e a CPTM suspendam suas atividades nesta sexta-feira, 14. A decisão estabelece que ambas as empresas mantenham o quadro de funcionários durante todo o horário de operação.

No caso do Metrô de SP, ficou estabelecida a manutenção de 100% do quadro de servidores nos horários de pico e 80% no restante. Já a CPTM deverá manter 100% do quadro durante todo o horário de operação, de acordo com a SMT.

Porém o funcionamento do transporte público em São Paulo nesta sexta-feira ainda é imprevisível. Apesar da medida liminar para evitar a paralisação tenha sido concedida pela Justiça, isso não significa, necessariamente, que os sindicatos irão acatar a determinação judicial, mesmo podendo sofrer penalidades por isso.

Segundo as centrais sindicais, os metroviários, ferroviários, motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo já haviam decidido aderir à paralisação.

A secretaria informou ainda que considera “o objetivo da paralisação ideológico e conta com o bom senso das categorias para que não prejudiquem mais de 8 milhões de trabalhadores que dependem diariamente do Metrô e da CPTM”. A SMT é responsável pelo transporte urbano de passageiros nas cinco regiões metropolitanas paulistas: São Paulo, Baixada Santista, Campinas, Vale do Paraíba e Litoral Norte e região metropolitana de Sorocaba.

Leia a íntegra da nota da SMT

“Diante da proposta de greve dos sindicatos nesta sexta-feira, 14, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, por meio de suas empresas, toma todas as medidas judiciais necessárias para garantir o transporte dos passageiros. Esta Pasta considera o objetivo da paralisação ideológico e conta com o bom senso das categorias para que não prejudiquem mais de 8 milhões de trabalhadores que dependem diariamente do Metrô e da CPTM. Serão prejudicados trabalhadores, estudantes e todas os cidadãos que têm o transporte público como único meio de locomoção. No momento em que vivemos , esta greve contraria os objetivos do país, ao prejudicar a mobilidade de quem vive em São Paulo e precisa se locomover para trabalhar. O Metrô conseguiu liminar para manter 100% do quadro de servidores nos horários de pico e 80% no restante. A CPTM conseguiu liminar para manter 100% do quadro durante todo o horário de operação.

EMTU

A EMTU também obteve decisão liminar na Justiça. Leia íntegra da nota abaixo:
“Como gestora do sistema de transporte metropolitano sobre pneus nas regiões metropolitanas do Estado de São Paulo, a EMTU/SP obteve liminar que determina a manutenção do serviço com 80% da frota nos horários de pico e 60% fora do horário de pico nas regiões metropolitanas de São Paulo e Baixada Santista. A liminar também determina multa para quem descumprir a decisão.

No momento econômico que vivemos, com mais de 13 milhões de desempregados, esta greve contraria os objetivos de recuperação econômica do país e prejudica a mobilidade de quem vive em São Paulo e precisa se locomover para trabalhar.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos considera a greve ideológica e conta com as categorias para que os passageiros que dependem do transporte público não sejam prejudicados.”

SPUrbanuss

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo informa que encaminhou na terça-feira, 11, notificação ao Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano (SindMotoristas) para que, caso se confirme a paralisação dos serviços de transporte de passageiros seja garantida a manutenção das atividades.

Além do cumprimento da legislação, com atendimento da população no dia 14, a notificação também requer que não sejam bloqueadas as saídas das garagens, impedindo a circulação dos ônibus, e nem depredados os veículos que devem estar a serviço dos passageiros.


Metrô

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo já havia decidido pela greve no último dia 6. Serão afetadas as linhas: 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. As linhas 4-Amarela e 5-Lilás são operadas pela iniciativa privada e, portanto, devem funcionar normalmente.

Nesta quinta-feira, 13, a categoria fará nova assembleia para a organização final da greve, a partir das 18h30. O Sindicato dos Metroviários tenta fazer com que os funcionários das linhas 4-Amarela e 5-Lilás também façam parte do movimento, já que ganharam na Justiça o direito de representar os trabalhadores dessas empresas.

CPTM

Cinco das sete linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) irão parar: 8-Diamante, 9-Esmeralda, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade; além do monotrilho, linha 15-Prata.

Ônibus

Motoristas dos ônibus das linhas municipais e intermunicipais da capital paulista também anunciaram adesão à mobilização.