Por Tamiris Monteiro

Por décadas, as gerações têm sido analisadas por seu comportamento e classificadas de acordo com suas características. Esse diagnóstico, de certo modo, é importantíssimo, considerando que as particularidades específicas de cada uma delas servem como uma espécie de legado para a história evolutiva da sociedade. Neste momento, vivemos a fase da geração reconhecida pela ciência como Z e nela encaixam-se os nascidos a partir da metade de 1990.

Por terem chegado ao mundo em um momento tecnológico, apresentam pensamentos e hábitos quase completamente diferentes das anteriores. E, em busca de entender melhor qual o perfil, anseios e medos dessa turma, a equipe de redação da Revista Guarulhos empenhou-se para descobrir como agem, quais são seus sonhos e perspectivas para o futuro.

Para iniciar a série de matérias relacionadas ao assunto, uma psicóloga explica quais são as principais características da geração Z e como o comportamento desse grupo foi fortemente influenciado pelos avanços tecnológicos, tornando-os mais críticos, exigentes, dinâmicos e impacientes, o que faz quererem tudo “pra ontem”.

Uma mudança também significativa foi a maneira de se relacionarem. Por causa da tecnologia, pela facilidade do acesso à internet por meio de dispositivos móveis, as relações pessoais modificaram-se, tornando a comunicação e os laços afetivos com familiares e amigos mais frios.

Mercado de trabalho foi outro tema explorado, já que não lidam tão bem com autoridade, hierarquia, horários e pensam mais em felicidade do que em dinheiro. Falando assim, pode até parecer que trabalhar com um sujeito da geração Z é um péssimo negócio, mas ao mesmo passo que se mostram menos flexíveis a essas questões, destacam-se no campo profissional pela criatividade, energia e vigor que podem empregar no trabalho.
Para finalizar, além da opinião de profissionais, por que não escutá-los também? E foi o que fizemos. Em um bate-papo descontraído com cinco jovens, de idades entre 14 e 16 anos, procuramos compreender o que eles acham e querem da vida.

Leia mais sobre a série Geração Z, da Revista Guarulhos edição 109