Servidores municipais iniciam greve

Teve início na manhã desta segunda-feira a greve de servidores municipais, deflagrada para forçar o prefeito Sebastião Almeida (PT) a rever pontos polêmicos do projeto que visa a implantar o Regime Jurídico Único para o funcionalismo.

Na Secretaria de Finanças, às 7 horas, um carro de som do Sindicato dos Metalúrgicos estava sendo utilizado pelo Stap – Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública para pedir a adesão dos funcionários. Vários servidores, no entanto, preferiam entrar para trabalhar. Às 8h30, era maior a presença de servidores na calçada da avenida Salgado Filho.

Como o Stap faz parte da Força Sindical, outros sindicatos dessa central colaboram na organização da greve. O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Guarulhos e Região, Amauri Rodrigues dos Santos, por exemplo, somava-se ao movimento na porta da Secretaria de Finanças.

FÁCIL NÃO ATENDE

No Bom Clima, o Fácil – Central de Atendimento ao Contribuinte está com as portas fechadas. Populares que não souberam da greve chegam à unidade e se surpreendem com a paralisação.

Em frente, sindicalistas e funcionários do Fácil estão em torno de uma van do Stap, estacionada em uma faixa da avenida Bom Clima, o que força os dois sentidos do tráfego a dividir a outra faixa. Quando a Reportagem do Click esteve no local não havia agentes orientando o trânsito; os próprios sindicalistas procuravam exercer esse papel. Não foram vistos guardas civis municipais em nenhuma das repartições visitadas, o que leva a crer que a corporação também aderiu à greve.

O presidente do Stap, Pedro Zanotti, falava ao microfone, explicando aos servidores os aspectos que a entidade considera negativos no projeto do RJU. Disse que o patrão do funcionalismo não é o prefeito, mas a população, motivo pelo qual é importante que os servidores conversem com as pessoas para expor as razões da categoria para a greve.

Populares consultados pelo Click tinham opiniões divididas sobre a paralisação. Embora mostrando-se simpáticos às reivindicações dos funcionários criticaram a ocupação de parte da via pública, pois o baixo número de servidores ali presentes não justifica a atitude. Outros disseram ser contra qualquer governo, “porque os políticos só estão preocupados com eles mesmos”, mas opinaram que esperam que serviços essenciais como os da Saúde não sofram interrupção.

Uma funcionária do Controle de Zoonozes informou que no setor dela todos estariam trabalhando. “Na Saúde, os servidores têm consciência de que, se pararem, o prejuízo é para o povo e não para o prefeito”, comentou.

Durante o dia, o Click irá procurar acompanhar como estará o movimento paredista. Quem tiver informações e puder colaborar para essa cobertura pode enviar mensagem para o Whats-app 98849-7425.

Valdir Carleto