Casar ou morar junto?

Por Michele Barbosa

Pesquisadores da Universidade de Virgínia convidaram alguns casais “juntados” e outros casados de verdade para um teste. Todos passaram pelo mesmo procedimento: uma pessoa deitava dentro de um aparelho de ressonância magnética e lá recebia avisos sobre a probabilidade de levar um choque ou não.
Durante o processo, os voluntários tinham as opções de segurar na mão do parceiro, de um estranho ou não dar a mão para ninguém. Quando os casados pegavam na mão do companheiro, o hipotálamo – glândula pequena que fica na região cerebral e que reconhece as emoções e reações às ameaças -, desacelerava. Era imediato. Como se fosse mais fácil lidar com o perigo com o companheiro por perto.
Ao contrário dessa reação, os casais “juntados” sentiam que o perigo era um estresse com ou sem o parceiro por perto.
Segundo os pesquisadores, os casais que moram juntos confiam menos um no outro. Não casar significa manter um pouco de distância emocional.
Outra conclusão é a de que seja um sinal para o cérebro, que diz que o indivíduo não pode terceirizar a resposta ao estresse para o seu companheiro e existe um contra-efeito regulador forte e previsível entre os casados e nenhum efeito nos casais que apenas moram juntos.