Coluna do Carleto – Edição 300

 

Superintendente do Saae mentiu em entrevista à “RG”

Na edição de fevereiro da Revista Guarulhos (RG), o superintendente do Saae, Afrânio de Paula Sobrinho, foi entrevistado. Ao responder à pergunta “Quanto Guarulhos trata de seu esgoto e quais as perspectivas de incremento desse percentual?”, disse textualmente: “Estamos chegando a 50%. Temos duas estações de tratamento em pleno funcionamento: São João e Bonsucesso. E a da Várzea do Palácio, próximo ao Cecap, dependendo de alguns ajustes para operar em plenitude”. Em release divulgado na terça-feira, o Saae admitiu que o tratamento só contempla de 5% a 6% dos esgotos da cidade. Segundo a Cetesb, apenas 1,38%. Se servidores não tivessem denunciado em audiência pública, continuaríamos sendo enganados.

Civitas responde

Visitei a sede do Instituto Civitas, na rua Professor João de Barros, 53, Centro de Guarulhos, a convite do presidente Ronaldo Gonçalves de Araújo, para que ele pudesse justificar os valores que apontei como pagos pela Prefeitura à entidade. Relatou o histórico do Instituto, afirmou que quando venceu o primeiro pregão para prestar serviços à Prefeitura de Guarulhos não tinha relacionamento com ninguém da gestão municipal e que os contratos estão sendo cumpridos com total qualidade.

Não tem recebido

O dirigente assegurou que a Prefeitura tem publicado no Diário Oficial as justificativas de pagamentos, mas que os valores não têm sido efetivamente pagos. Por isso, ele tem tido dificuldades para manter em dia os salários dos funcionários e não está conseguindo recolher o INSS patronal.
quanto ganha
Com relação à taxa de administração, que calculei em aproximados R$ 400 mil mensais, afirma que é utilizada para manter toda estrutura necessária ao fiel cumprimento dos contratos. Mais detalhes no portal de notícias Click Guarulhos.

Mais uma lambança

As competições de judô das Olimpíadas Colegiais seriam no ginásio esportivo da EPG Crispiniano Soares, recém-construído no Bom Clima, relata o atleta Wilson David dos Santos.
aqui, não, professor!
Ele conta que funcionários da Secretaria de Esportes, chegando lá, souberam que o espaço foi entregue à Liga de Futsal Ponto de Encontro, porque o local ficou distante 600 m da escola. A quadra do Colégio Parthenon acabou acolhendo os judocas.

Isso pode?

Ainda que o Ponto de Encontro faça ali um bom trabalho social, qual o embasamento legal, se a obra foi financiada com recursos da Educação? Quem autorizou? Passou pela Câmara?

Empurra-empurra

Enviei à Prefeitura estes questionamentos na noite de segunda-feira. Na tarde de terça-feira, a Assessoria de Imprensa me informou que inicialmente encaminhara a questão à Secretaria de Esportes, que repassou as perguntas para a pasta da Educação. No fim da tarde quarta, fui informado de que a decisão teria sido da Secretaria de Governo e que dali viriam as respostas. Até o fechamento desta edição, ninguém respondeu. Pelo jeito, ninguém quer assumir a paternidade desse ato.