Em pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, em Pernambuca, foi encontrado no mosquito do gênero Culex, o pernilongo comum (em algumas regiões conhecido como muriçoca), que o vírus zika consegue sobreviver no estômago dos mosquitos e assim migrar para as glândulas salivares dos bichos. Uma vez lá, o parasita pode ser transmitido por meio da picada da fêmea.

O resultado preliminar foi anunciado nesta quarta-feira, 2, pela pesquisadora Constância Ayres depois de servir sangue contaminado pelo zika a 200 mosquitos do gênero Culex.

Contudo, a pesquisa ainda não conseguiu determinar se o zika pode ser transmitido quando solto na natureza. Só sabe que o vírus sobrevive no Culex, tornando-o um transmissor em potencial. Caso haja confirmação, a preocupação só tende a aumentar, pois a população do Culex é muito maior que a do Aedes aegypti, além de sua reprodução ser mais fácil – o inseto põe ovos em água suja, até de esgoto.

Para se confirmar se o pernilongo é um vetor do zika, Constância busca coletar o inseto em casas de pessoas que foram contaminadas num processo que pode durar de seis a oito meses. “Tendo realizada uma grande quantidade de amostras, poderemos ter uma ideia se o Aedes é o vetor exclusivo, se existem outros vetores e qual a importância de cada um no papel da transmissão”, afirmou a pesquisadora ao G1.