Depois de concentrar-se na esquina da rua Delezinho de Almeida Franco, manifestantes tomaram a pista centro-bairrro da avenida Paulo Faccini, na manhã deste domingo.
Uniram-se os grupos organizadores Guarulhos Livre, Amo Guarulhos e Movimento Brasil Livre, cujos carros de som ficaram intercalados em meio à multidão. A cada pouco, palavras de ordem eram puxadas e o público as repetia.
É difícil calcular com alguma exatidão a quantidade de manifestantes. Arrisco dizer que seriam umas 3 mil pessoas. Extraoficialmente, chegou-me a informação de que a Polícia Militar calculou em 8 mil, o que foi desmentido posteriormente. Organizadores divulgam 15 mil, o que considero exagerado. Na melhor das hipóteses, creio que tenha chegado a 5 mil em alguns momentos.
O mais importante, a meu ver, é que tudo transcorreu em absoluta tranquilidade. Famílias inteiras participaram, incluindo crianças. E que foi um movimento apartidário ou, avaliando sem tanta pureza, suprapartidário.
A grande maioria posicionava-se claramente contra o PT e pela saída de Dilma Roussef do governo federal. Havia, entretanto, várias faixas pedindo também o fim da dinastia de governos tucanos em São Paulo e mesmo contra limitar-se às opções PT e PSDB nas disputas de âmbito nacional.
Na confluência com a avenida Salgado Filho, os trios elétricos pararam e os manifestantes, concentrados nas duas vias, entoaram o Hino Nacional. O momento mais emocionante foi, sem dúvida, quando foi silenciado o som gravado e foi possível ouvir o povo cantando o Hino.
Em seguida, o cortejo seguiu até a esquina com a avenida Tiradentes. De acordo com o que havia sido combinado com as autoridades policiais, o trânsito ficou interrompido por alguns minutos em todos os sentidos. Alguns representantes dos grupos organizadores fizeram uso da palavra, concluindo por convocar os guarulhenses a seguir até a avenida Paulista, onde está sendo realizada a manifestação de São Paulo contra o PT e em favor da Operação Lava-Jato.
Valdir Carleto

