Vejo postagens no Facebook a respeito da disputa entre o ex-prefeito Elói Pietá, o vereador Moacir de Souza (ex-secretário de Educação) e o deputado estadual Alencar Santana pela legenda para concorrer à Prefeitura pelo PT. Cerca de 400 delegados do partido irão reunir-se nos dias 6 e 7 de maio para escolher qual dos três será o candidato a prefeito.
Há uma corrente que defende que Moacir seja vice de Pietá e que Alencar aguarde outro momento para disputar a Prefeitura. Outros defendem que o candidato seja Pietá, que o vice seja de um partido aliado e que Moacir seja novamente candidato a vereador. Porém, como o preferido do prefeito Sebastião Almeida é Alencar, o jogo está pesado nos bastidores, em favor do deputado.
Em 2008, quando Elói queria que a então vice-prefeita Eneide fosse a candidata do PT à Prefeitura e Almeida venceu a Convenção do partido, Pietá e seu grupo apoiaram Almeida, tendo como vice Carlão Derman, do grupo de Elói.
Neste ano, porém, com os ânimos acirrados como estão, fico me perguntando se Alencar terá o apoio de Elói e Moacir se for o vencedor do Encontro. E se Elói ou Moacir vencerem, o prefeito Almeida irá apoiá-los? Ainda que o lado que perder apoie formalmente quem vencer, haverá empenho efetivo na vitória na eleição de outubro? Só se for por instinto de sobrevivência.
Em nível nacional, o PT sofre a maior resistência de sua história. Em Guarulhos, a gestão Almeida é considerada ruim ou péssima por parcela significativa da população. Os adversários mostram-se em dúvida se ficam felizes com essa divisão ou não. Se o PT não estiver unido para o primeiro turno, cresce a chance de ficar fora do segundo turno. Porém, noto que de certa forma os candidatos de outros partidos torcem para enfrentar o PT no segundo turno, pois seria uma disputa mais previsível do que se for entre dois opositores. Nesse caso, surge outra dúvida: quem, de fato, é oposição e quem pode ser linha auxiliar do PT?
Valdir Carleto

