Por Tamiris Monteiro
Foto: banco de imagens
O brasileiro costuma ser um sujeito muito bem-humorado, tanto que, por conta desse perfil, o Brasil é conhecido por muitos turistas como um dos países mais hospitaleiros e acolhedores do globo. Por um lado, é ótimo ser divertido e alegre, mas, às vezes, a sensação que se tem é que existe falta de seriedade, bom-senso e até conhecimento para lidar com determinados assuntos. Um exemplo: há poucos dias, o País viveu um momento histórico na política, quando mais de 500 deputados reuniram-se, num domingo, para votar contra ou a favor do impeachment da presidente Dilma. A pauta em questão discutia o futuro de uma nação, mas durante a votação muitos parlamentares discursaram de maneira irônica, satirizando outros políticos e a própria população logo foi viralizando na internet inúmeros memes relacionados ao tema.
Então, a pergunta é: até que ponto vale a brincadeira, mesmo tratando-se de um assunto sério como esse? Justamente pensando nisso, a RG traz nas próximas páginas uma série de matérias que tentam explicar esse jeito brincalhão que o brasileiro usa para levar a vida. Para abrir o tema, sociólogo e psicólogo explicam, por meio de razões históricas e científicas, por que o brasileiro tem essa propensão ao humor e o quanto isso pode ser positivo ou negativo.
Também não há como falar em humor sem falar de internet, já que a rede é um dos principais veículos para criar imagens ou textos sarcásticos e compartilhá-los. Além da rápida difusão de conteúdo, a internet ainda pode ser fonte de renda para quem sabe usar o humor para ganhar dinheiro. Para concluir, alguns depoimentos de leitores nos dão um norte em relação ao que a maioria pensa e sente sobre esse tipo de comportamento.

