Espalha Fatos – 10/05

 

Dando o troco

Nas prévias do PT em 2008, o ex-prefeito Elói Pietá queria ver indicada pela sigla a candidatura de sua vice, Eneide Lima, na sucessão municipal. Na época, o grupo ligado ao deputado estadual Auriel Brito jogou um balde de água fria nas intenções do petista ao direcionar seus votos a Almeida, que foi o candidato escolhido. Oito anos depois foi a vez do atual prefeito sentir o gosto amargo da derrota, já que o seu preferido à cadeira do Bom Clima era Alencar Santana.

Provérbio

Curiosamente, o mesmo grupo que vetou a candidatura de Eneide em 2008 pelo PT, barrou agora em 2016 a ascensão política de Alencar que sonhava em ser o prefeito de Guarulhos. Diferente do que ocorreu no passado, desta vez Auriel Brito, que estava ao lado de Moacir Souza, optou em ajudar Pietá. A frase dita nos bastidores nunca foi tão atual: “na política você não pode ser tão amigo que não possa se indispor e não tão inimigo que não possa reconciliar”.

Na corda bamba?

O prefeito Sebastião Almeida (PT) poderá ter sua vida política interrompida, caso a Câmara Municipal aprove a rejeição das contas da Prefeitura relativas ao exercício financeiro de 2012. Se a ação se confirmar, o petista se tornará inelegível por oito anos, caindo por terra seu sonho de ser deputado federal em 2018. Em anos anteriores, o Tribunal de Contas fez os mesmos apontamentos, mas no final os vereadores aprovaram os números apresentados.

Teleguiados

Funcionários da Prefeitura foram vistos no último sábado nas imediações da Câmara Municipal retirando todas as faixas do xerife Jorge Wilson, que anunciava oficialmente sua pré-candidatura a prefeito pelo PRB no plenário do Legislativo. O curioso é que as outras dezenas de faixas que estavam por toda Praça Getúlio Vargas ficaram e estão no local até agora. Aliás, lamentável ver a cidade toda forrada de mensagens do dia das mães afixadas irregularmente por aí. Será que o candidato acredita que isso dá voto?

Hipocrisia

Causou estranheza tanta indignação da bancada petista na Câmara, quando as pizzas começaram a ser distribuídas na última sessão que arquivou o pedido de impeachment de Sebastião Almeida. Num passado não muito distante, quando o PT era oposição, o próprio prefeito, líder do grupo e presidente do STAP, jogava com seus companheiros moedas, pizza e até mesmo rato morto na direção dos vereadores da situação. Além disso, na época, muitos parlamentares eram cercados pelos manifestantes dentro de prédios públicos sem o menor respeito. Agora não pode?