Nascemos aos poucos e, aos poucos, nos humanizamos. Isto é, na medida que crescemos, devemos desenvolver, entre outras coisas, nossa racionalidade, nossa capacidade de sentir e compreender o outro, bem como adquirir conhecimentos e habilidades.

Entre as grandes diferenças, em comparação às outras espécies que habitam o planeta, o ser humano deve, também, ter a capacidade da generosidade, da tolerância e de ser compreensivo com os demais e com as adversidades da vida, além de possuir virtudes ou capacidades morais de julgamento e crítica, que em muito podem contribuir para com a relação ou o convívio com os semelhantes e, também, para com o aperfeiçoamento e evolução da espécie.

Mas, infelizmente, nem sempre é assim! A história nos mostra que há comportamentos e atitudes praticadas pelos humanos, ao longo do tempo, em relação à própria espécie, que se comparadas a de outros seres jamais poderiam ser classificados pelos conceitos de fraternidade ou solidariedade que devemos uns aos outros, pelo simples fato de sermos quem somos.

Os fatos e os acontecimentos que se registram pelos órgãos de informações, ao longo do mundo e diariamente, muitas vezes, causam aos mais sensíveis profundos sentimentos de desesperança, de perda de perspectivas para com o futuro da humanidade, já que a violência e o desrespeito aos direitos, chegam a graus extremamente assustadores.

Inúmeras, também, são as teorias e os conceitos sobre formas de interferir no processo de humanização do Homem. E, entre elas, sobressai a questão da educação, – no sentido não só de oferecer instruções ou propagar conhecimentos, mas, sobretudo no objetivo de permitir o desenvolvimento pleno da personalidade, em seus aspectos mentais, morais e, até mesmo, espirituais, – é a que mais tem se evidenciado ao longo do tempo, em praticamente todas as civilizações.

Assim, embora estejamos ainda longe de desenvolvermos ideologias que, realmente, promovam a paz social, devemos continuar investindo nessa direção e fazer da educação o grande instrumento de formação e do pleno desenvolvimento das faculdades mais nobres do homem. E, para isso, o próprio professor deve, também, ser acolhido e respeitado, de tal maneira que possa caminhar, efetivamente, em direção do seu próprio aperfeiçoamento e ajudar construir, no amanhã, seres mais humanos.

SJdosCampos: 01/06/2015

José Paulo Ferrari