Vice não é importante?

Em entrevista ao Radar de Notícias (a rádio Imprensa e TV Guarulhos), o empresário Carlos Roberto, pré-candidato a prefeito de Guarulhos pelo PSDB, disse que as pessoas estão superestimando a importância dos possíveis nomes para figurar como candidatos a vices nas chapas para prefeito.

Se é assim, será que estão errados todos os que ainda não definiram os vices? Por que será, então, que o PT resolveu adiar a escolha do vice do pré-candidato Elói Pietá? Por que, então, o próprio Carlos Roberto fez de tudo para ter Dalila Figueiredo como sua vice em 1996? Será que Toninho Messias nada acrescentou à chapa dele em 2010? E Telma Cardia não fez diferença em 2014?

O que dirão os admiradores de João Goulart, que assumiu no lugar de Jânio Quadros, quando este renunciou em 1961? O que dirá José Sarney, que virou presidente da República com a súbita morte de Tancredo Neves? O que teria sido do Brasil se o vice de Collor fosse um irresponsável e não Itamar Franco? E se Michel Temer fosse um despreparado?

Voltando às plagas guarulhenses, vale lembrar que Jovino Cândido assumiu a Prefeitura com a queda de Néfi Tales e perdeu de Elói Pietá por míseros 1.104 votos. Ou seja, se 553 eleitores tivessem votado nele no lugar do petista, a história da cidade talvez tivesse sido bem diferente.