Morna
A sabatina realizada ontem pela Associação Comercial com os prefeituráveis da cidade rolou num clima bastante tranquilo. Tranquilo até demais! Como o regulamento não permitia o debate entre os candidatos, poucas lascas foram tiradas, já que as respostas, muitas vezes vazias, eram dadas individualmente sobre temas gerais. Dos nove candidatos concorrentes, somente Pietá, Martello e Jorge Wilson não compareceram. Com a ausência, ambos ficaram expostos a ataques diretos e subliminares.
Farpas
A cutucada mais marcante da manhã foi dada por Carlos Roberto (PSDB) em Wagner Freitas (PTB). O tucano não perdoou e criticou o desmazelo com o Esporte em Guarulhos nos últimos anos. Como Freitas foi o secretário da pasta na atual gestão do petista Almeida e as regras da sabatina não lhe davam o direito de resposta, o máximo que o caubói conseguiu fazer foi dar um sorriso amarelo e chacoalhar a cabeça negativamente.
Bom humor
Um dos destaques cômicos da sabatina realizada ontem na ACE partiu do candidato do PSOL, Edson Albertão. Experiente no meio político, o comunista não perdeu nenhuma chance de encaixar suas piadas. Porém, em certo momento, levou o troco. Perguntando a si mesmo o que fazia ali no meio de “tantos burgueses”, Albertão, sem se importar que estava dentro da casa dos empresários, disparou: “Aqui todo mundo é rico”! Imediatamente, o espirituoso presidente licenciado da Associação Comercial, William Paneque respondeu da platéia: “Hoje nem tanto”! Ninguém se conteve e as gargalhadas soaram pelo auditório.
Balanço
O evento promovido na noite de ontem pelo Comtur entregou aos candidatos a prefeito um Manifesto Público pelo Turismo de Guarulhos. Estiveram presentes os prefeituráveis Guti (PSB), Carlos Roberto (PSDB), Albertão (PSOL) e Néfi Tales (PPL). Martello (PSD) enviou um representante e Jorge Wilson (PRB) um ofício explicando o motivo da ausência. O petista Elói Pietá informou que não iria por meio do aplicativo Whatsapp. Wagner Freitas (PTB) e Eli Correa (DEM) não foram e também não informaram o motivo da falta.
Braço de ferro
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara se declarou favorável a derrubada do veto aposto pelo Executivo à lei da Ficha Limpa, que proíbe de exercer cargo em comissão na administração pública aqueles que sofreram condenação transitada em julgado. A justificativa da Prefeitura para vetar a proposta não convenceu os vereadores, já que se limitou a falar que o assunto é matéria privativa do Executivo. A Comissão sugere a rejeição do veto baseada no princípio da moralidade administrativa, que é pressuposto básico da administração pública

