Entenda as diferenças
A abdominoplastia é uma cirurgia estética muito recorrente entre pessoas que desejam livrar-se do excesso de pele ou gordura localizada. De acordo com o cirurgião plástico Dênis Alberto dos Santos, proprietário e diretor técnico da Clínica de Cirurgia Plástica Dr. Dênis Alberto, o procedimento apresenta também outras funcionalidades, como recuperação da firmeza dos músculos da região abdominal e retirada de estrias abaixo do umbigo.
“Geralmente, a abdominoplastia é indicada para pacientes que apresentam flacidez cutânea em todo o abdome (acima e abaixo do umbigo) e perda da definição da cintura por frouxidão da musculatura abdominal acima e abaixo do umbigo também. Esses fatores costumam ser encontrados em pacientes que apresentaram grande perda de peso, gestações com ganho de peso maior do que 8 quilos, duas ou mais gestações ou ainda gestações gemelares”, explica o médico.
Nesse procedimento, a cicatriz fica na região logo acima do púbis, semelhante à da cesárea e se estende para as laterais, conforme o grau de flacidez do paciente. “O ideal é posicioná-la em área possível de se cobrir com as peças íntimas”, pontua Dênis. Ao redor do umbigo também há uma cicatriz, porém, imperceptível. Na maioria dos casos, em três semanas o paciente está liberado para esforços leves e após dois meses para todas as atividades.
Já na miniabdominoplastia, os cuidados na recuperação são basicamente os mesmos e as principais diferenças são o tempo de recuperação, que geralmente é menor, e a cicatriz. “Na miniabdominoplastia, a cicatriz acima do púbis é menor, sendo praticamente um leve prolongamento lateral da cicatriz de uma cesárea. E não há cicatriz ao redor do umbigo”, afirma.
Além dessas diferenças, na miniabdominoplastia só é possível corrigir a frouxidão da musculatura abdominal e a flacidez de pele que se encontram abaixo do umbigo, logo, suas indicações são limitadas. “Na abdominoplastia clássica, todas as estrias presentes abaixo do umbigo são removidas, fato que já não ocorre na miniabdominoplastia”, ressalta o cirurgião. Por isso a indicação do procedimento é restrita a pacientes que apresentam flacidez abdominal localizada. “Comumente, esses pacientes apresentaram perda de peso discreta e/ou gestações com pouco ganho de peso (menos do que 8 quilos). Não serve como técnica para ‘esticar’ a barriga e não resolve o que alguns pacientes chamam de estômago alto”, diz.
Tanto na abdominoplastia quanto na mini, o paciente deve apresentar peso adequado para realizar o procedimento. “Mesmo quando se opta pela associação da abdominoplastia com a lipoaspiração, grande parte da gordura se encontra dentro da cavidade abdominal e não pode ser removida durante a cirurgia. Também é importante mencionar que a obesidade em si é um fator de risco para complicações clínicas como trombose e embolia pulmonar. Em hipótese nenhuma podemos expor o paciente a esses riscos, principalmente quando se trata de um procedimento estético”, alerta o cirurgião.
Clínica de Cirurgia Plástica Dr. Dênis Alberto
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