InícioDESTAQUEVocê conhece a A.D. Guarulhos?

Você conhece a A.D. Guarulhos?

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O documentário “Vai, Guarulhos – o Filme” conta a trajetória da Associação Desportiva Guarulhos e foi exibido no aniversário da cidade, 8 de dezembro, no Internacional Shopping.

A história, contada com humor, é cheia de sacrifícios e traz a trajetória do único clube profissional com o nome da cidade. Fundado em 1º de fevereiro de 1964, a Associação Desportiva Vila das Palmeiras – uma homenagem ao bairro em que o clube nasceu – começou com o futsal. Eram tempos de muitas vitórias nas quadras.

A profissionalização veio em 1981 e, em 1994, o “Vila” passou a se chamar Guarulhos, adotando também as cores da cidade – vermelho, branco e azul. Até hoje, os que viram o Vila das Palmeiras brilhar não concordam com a transição. A mudança foi necessária para que a Prefeitura pudesse apoiar o time, argumentam alguns.

Em meio à disputa da segunda fase da série B do Campeonato Paulista, o longa traz, além das dificuldades que o time enfrenta, como os momentos de derrota, o fato do ônibus quebrar durante uma longa viagem ao interior e a falta de verba para manter o time, depoimentos de jogadores “das antigas” e de pessoas que participam ou participaram da construção da história do time. Os personagens principais são Ricardo Agea, presidente do time, que demonstra sinais de cansaço, e o vice Fabio Pelissoni, jovem torcedor sem experiência nenhuma no gerenciamento de um time de futebol, mas cujo pai foi um antigo ídolo da agremiação, o Magrão.

A produção contou com apoio do Fundo Municipal de Cultura (Funcultura), da Secretaria de Cultura de Guarulhos. Foi idealizada por Pelissoni, dirigido por Fabricio Gallinucci e produzido pela Perigo Filmes.

A vontade de fazer o documentário nasceu em 2010, quando Pelissoni ouviu do ex-presidente do clube, Edson Ramos, toda a história do time, desde dos tempos dos campinhos de terra em Guarulhos até a mudança do nome. Quinze dias depois, Ramos veio a falecer. “Eu fiquei com o sentimento. Eu queria ter gravado aquela conversa. Do mesmo jeito que ele foi, outros da velha guarda iriam também, assim como um dia eu vou. O meu medo era que a história se perdesse no meio do caminho. Que ela se apagasse”, relata Pelissoni.

Os produtores focaram o lado humano de um time que carrega o nome da cidade e deseja ser conhecido e abraçado por ela. O filme, sobretudo, mostra como o esporte de Guarulhos é carente e precisa ser elevado ao nível que merece o segundo maior munícipio do Estado de São Paulo. Para isso, o guarulhense precisa criar uma identidade, conectar-se, não só com o time, mas com a própria cida

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