
Por Tamiris Monteiro
Geralmente a palavra “inteligência” é associada a boa memória, absorção de conhecimento e capacidade cognitiva e, embora esses elementos sejam importantíssimos, a inteligência também pode funcionar no campo dos sentimentos. Dentro da psicologia, a inteligência emocional é um conceito que envolve a capacidade de reconhecer e avaliar os próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles.
Há muita gente também que relaciona a inteligência emocional com a vida profissional, mas ao treinar esse sentido, a pessoa torna-se capaz de enfrentar dilemas em outras áreas da vida, como no convívio com a família ou numa relação conjugal. “O desenvolvimento pessoal por meio do autoconhecimento tem sido a forma mais eficaz para o desenvolvimento da inteligência emocional, podendo ela ser treinada em cursos específicos, sessões com coach ou ainda em consultas com psicólogo. Normalmente, dependendo da formação, esses profissionais são capacitados a passar orientações de como trabalhar a autopercepção, autocontrole, automotivação, empatia e relacionamento social”, explica Verônica Sterzek
Lin, psicóloga e sócia-diretora da empresa Instituto i9c Treinamentos.
Além da relação com os sentimentos, uma grande vantagem das pessoas que desenvolvem inteligência emocional é a capacidade que adquirem em se “automotivar” e seguir em frente, mesmo diante de frustrações e desilusões, como menciona Verônica no trecho anterior. Por meio da técnica é possível controlar impulsos, canalizar emoções em busca de resolução, praticar a gratidão e motivar as pessoas, além de outras qualidades que possam ajudar a encorajar outros indivíduos.
A metodologia oferece ferramentas que possibilitam um melhor convívio com as emoções (alegria, medo, raiva e tristeza, entre outros), pois sabemos que todas elas são úteis e nos movem de alguma forma. As emoções agem principalmente em três planos: pensamentos, comportamentos e relações sociais. A inteligência emocional é um ingrediente fundamental de liderança, um agente ativo de uma vida pessoal e profissional plena”, ressalta a profissional.
Como surgiu a concepção de inteligência emocional?
A primeira vez que se ouviu falar em inteligência emocional foi em 1983, quando o psicólogo cognitivo e educacional Howard Gardner descreveu em sua teoria sobre inteligências múltiplas a ideia de incluir tanto os conceitos de inteligência intrapessoal (capacidade de compreender a si mesmo e de apreciar os próprios sentimentos, medos e motivações) quanto de inteligência interpessoal (capacidade de compreender as intenções, motivações e desejos dos outros).



