À Redação do Click Guarulhos, em entrevista, o prefeito Guti (PSB) disse que por questões econômicas contratará cerca de 50% ou 60% dos 1.169 cargos criados, o que daria cerca de 600 comissionados. “Nós fizemos um teto para o projeto. A gente reduziu o que foi possível. Nunca vai passar desse teto. Nós vamos começar com muito menos, justamente por questões financeiras”.
A ideia é que os outros cargos sejam preenchidos conforme as necessidades dos serviços e respeitando a situação financeira de Guarulhos. “Nesse início nós vamos começar com o mínimo necessário. Não necessariamente os 500 ou 600 vão começar tudo de uma vez. Vai ser gradativo, conforme o avanço dos nossos programas”, explicou.
Guti também foi questionado sobre a necessidade de ter comissionados no governo, uma vez que passou os primeiros 100 dias sem eles. Segundo o chefe do executivo, os cargos de confiança são precisos para auxílio do governo. “A gente precisa ter um olho em cada lugar. Alguns braços em cada lugar”, pontuou.
“Os comissionados são aquelas pessoas que você pode exigir muito mais, não do intelecto, mas do físico. Eles são comissionados. É igual eu falo para os secretários: ‘Tem reunião onze da noite’. Tem que vir. Não tem hora extra. Não tem uma série de coisas. Tem que vir”, disse Guti.
Guti ressaltou que nunca fez promessa de campanha de não ter comissionados, mas de reduzir em 30% o número total, que no governo anterior era de 1.941. Sobre a demora para a criação, o prefeito disse que foram necessárias várias consultas aos órgãos jurídicos para que os cargos não fossem considerados inconstitucionais. “A gente poderia ter dado muito mais resultado com essas pessoas trabalhando”, concluiu.
A entrevista completa poderá ser vista em breve no portal Click Guarulhos e na próxima edição da revista Weekend.

