InícioCIDADECULTURACrianças autistas promovem espetáculo na Liberdade, em SP

Crianças autistas promovem espetáculo na Liberdade, em SP

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Todos os anos o Projeto de Integração Pró-Autista (PIPA) realiza uma apresentação das atividades físicas e musicais das crianças do Projeto, com a finalidade de mostrar a evolução delas no tratamento.

O PIPA, instituição de Saúde especializada no tratamento ao Autismo e conveniada ao SUS, promove aprendizagens em diferentes áreas para explorar e desenvolver as potencialidades da criança, favorecendo a inclusão social de crianças entre 5 a 18 anos. No PIPA, há sempre uma criança na frente do diagnóstico de Autismo.

Por esta razão, no próximo dia 25 de novembro, às 10h, a 13ª apresentação terá o tema “Pipalegria – O Circo Das Crianças Do Pipa”. Muito mais que uma exibição de habilidades circenses e artísticas, o evento é um show de inclusão social, de jovens exercitando suas habilidades sociais. A entrada é gratuita e ocorre à Rua São Joaquim, 381, Liberdade, São Paulo.

O Projeto

A Beneficência Nipo-Brasileira De São Paulo (Enkyo), uma Sociedade Beneficente, sem fins lucrativos, filantrópica e de utilidade pública desenvolve desde 2006, em São Paulo, o PIPA – Projeto de Integração Pró-autista, uma metodologia inspirada na experiência  desenvolvida em 1966 no Japão, pela médica Kiyo Kitahara, em uma escola composta por duas unidades de nível infantil, uma fundamental, uma de ensino médio e uma de ensino técnico, que integrava alunos portadores de autismo com alunos normais.

Estruturado com base na chamada Terapia de Atividade Diária (TVD), que privilegia a atividade coletiva e também a não utilização de medicamentos, o PIPA busca dotar os portadores do transtorno do espectro autista de uma maior independência e autonomia em sua vida adulta, através do desenvolvimento corporal sadio que dá condições para a promoção da estabilidade emocional e cognitiva, além da evolução intelectual.

Os portadores do espectro de autismo que participam do Projeto PIPA revelam habilidades típicas de pessoas normais, na prática de atividades de rotina, como por exemplo: andar de bicicleta e/ou patins, jogar basquete, futebol, efetuar as quatro operações aritméticas e musicais, como tocar o Taiko, tradicional tambor japonês.

Além de sua terapia absolutamente inovadora, o PIPA tem como objetivo adicional promover a cidadania,  a inclusão e a participação da pessoa com a deficiência na sociedade, promovendo sua autonomia, eliminando barreiras, permitindo o acesso e o usufruto, em bases iguais, aos bens e serviços disponíveis a toda a população, além de propor um novo olhar para as pessoas com a deficiência, fortalecendo o seu protagonismo, promovendo a sua autonomia e eliminando barreiras e preconceitos.

Alternativa

Conceitualmente, o autismo é considerado um transtorno no desenvolvimento do cérebro conhecido por “Transtorno de Espectro Autista – TEA”, que afeta hoje cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo e mais de 2 milhões de brasileiros, tendo como principais sintomas: fobias, agressividade, dificuldades de aprendizagem e de relacionamento.

Existem vários níveis diferentes de autismo, incluindo pessoas que apresentam o transtorno, mas sem nenhum tipo de atraso no desenvolvimento da capacidade mental. No entanto, vale ressaltar que o autismo apresenta aspectos únicos para cada pessoa.

O cenário da patologia no Brasil e no mundo mostra-se com características semelhantes, onde destaca-se o baixo índice de diagnóstico, especialmente nas fases mais tenras de idade, de 1 a 3 anos, onde justamente as perspectivas de tratamento precoce são menos frustrantes.

Para se ter uma ideia melhor da dimensão do problema, basta destacar que dos mais de 2 milhões de casos de autismo existentes hoje no País, apenas e tão somente 5% (cinco por cento) estão diagnosticados, não havendo estatísticas confiáveis de quantos destes estão sendo tratados e/ou acompanhados com técnicas médicas terapêuticas.

Já consagrado como uma terapêutica vencedora no Japão, EUA, Uruguai e também no Brasil, o  Projeto de Integração Pró-autista apresenta-se como uma técnica alternativa de terapêutica médica, além de um  reforço do arsenal de condutas médicas para o diagnóstico precoce e manejo perseverante dos casos.

Nesse sentido, vale ressaltar que o PIPA assenta-se no conceito de desenvolvimento terapêutico de potencialidades humanas dos pacientes, ministrado por equipes necessariamente multidisciplinares integradas por pediatras, fonoaudiólogos, neurologistas, psiquiatras, professores de educação física, pedagogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas, enfermeiras, professores de música e assistentes sociais.

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