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Visita guiada à trilha do ouro e à casa da Candinha teve mais de 50 pessoas

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Mais de 50 pessoas participaram nesta segunda-feira da visita guiada ao ciclo do ouro e à casa da Candinha, como parte das comemorações do Dia da Consciência Negra.
A atividade foi promovida pela Subsecretaria da Igualdade Racial, que faz parte da Secretaria Municipal de Assuntos Difusos, comandada pelo vereador licenciado Lamé Smeili.
Os participantes foram levados em dois ônibus. Em um deles, estava o subsecretário, Anderson da Silva Guimarães, que enumerou algumas das atividades do setor que coordena e que não se limitam a datas específicas como a do dia de hoje. Enfatizou, entretanto, que levar pessoas interessadas a conhecer aspectos importantes da presença de negros na história da cidade é imprescindível para demonstrar que eles eram escravizados não pelo aspecto da força física, que muitos lhes atribuem, mas pelas técnicas que dominavam para a extração mineral.
Na primeira parada, no bairro da Capelinha, proximidades da fábrica da Ambev, na região de Bonsucesso, os participantes conheceram o ribeirão das Lavras, às margens do qual era feito o garimpo de ouro pelo sistema de lavagem. Os professores Elton Soares de Oliveira e Daniel Carlos de Campos explicaram como era o processo e como eram aplicada a experiência dos indígenas para levar o ouro até o porto de Santos.
Na sequência, todos foram para a fazenda Bananal, conhecer a casa da Candinha, como é conhecida a habitação, construída em taipa de pilão e taipa de mão, na qual, muito provavelmente, viveram escravos. A casa está em ruínas, aguardando a aprovação de projetos de restauração. Só não está ainda mais deteriorada porque se recorreu a um artifício que causou polêmica na época: após a área ser desapropriada pela Prefeitura, para proteger a casa das intempéries, foi construído um teto sobre estrutura metálica.
Elton e Daniel falaram separadamente a pequenos grupos, que puderam percorrer os ambientes internos da casa. Segundo eles, a cogitação mais viável é que os escravos que atendiam a família na moradia habitavam o porão, o qual também foi visitado. O escuro e úmido ambiente serve de morada a inúmeros morcegos.
A casa da Candinha e o ciclo do ouro farão parte de reportagem da RG – Revista Guarulhos, que na edição comemorativa do aniversário de Guarulhos, em dezembro, mostrará lugares da cidade que boa parte da população não conhece. Para tal, fiz parte do grupo que visitou os dois locais nesta segunda-feira.

Valdir Carleto

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