Começa a valer amanhã, 1º de fevereiro, o aumento da tarifa municipal de ônibus, passando dos atuais R$ 4,15 para R$ 4,30 para pagamentos mediante a apresentação do Bilhete Único e R$ 4,70 para quem utiliza vale-transporte e dinheiro.
A Prefeitura está aplicando 3,61% o índice da inflação acumulada nos últimos 12 meses para o aumento de R$ 0,15 no Bilhete Único. Comunicado da Assessoria de Imprensa informa que, no mesmo período, o preço do óleo diesel, um dos principais insumos que interferem nos custos do transporte público, sofreu um aumento de 6,82%. Além disso, informou que apenas 12,9% dos usuários de transporte em Guarulhos utilizam o dinheiro vivo como forma de pagamento das passagens.
A Prefeitura, no entanto, não apresentou justificativa para encarecer as passagens adquiridas como vale-transporte pelas empresas para seus funcionários. Se o objetivo alegado é aumentar a segurança, não faz sentido cobrar mais caro no vale-transporte. O Click enviou questionamento à Assessoria de Imprensa a respeito desse item e recebeu esta resposta:
Economia de R$ 36 milhões em subsídios
Segundo as planilhas apresentadas pelas empresas de ônibus que operam o sistema de transportes em Guarulhos ao Conselho Municipal de Transportes e Trânsito (CMTT) no final de 2017, o preço da tarifa na cidade, sem a necessidade da Prefeitura pagar subsídios, seria de R$ 5,05. Com a tarifa a R$ 4,15 (valor atual), o Município precisaria desembolsar até o final deste ano R$ 71.963.032,00 em subsídios.
Com a tarifa a R$ 4,30 sem a criação da “Tarifa Integral”, o valor do subsídio seria de R$ 59.940.216 até o final de 2018. Porém, com o modelo escolhido pela administração de tarifa para o Bilhete Único a R$ 4,30 e com a “Tarifa Integral” a R$ 4,70, o valor final do subsídio cai para R$ 35.015.016,00, praticamente a metade que o não reajuste oneraria os cofres municipais.

