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Por que Prefeitura e Guarupass fazem segredo sobre quanto o sistema de transporte arrecada?

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Vice-prefeito entende que dinheiro das passagens de ônibus não utilizadas seria suficiente para evitar subsídio.
Prefeitura afirma ter controle de tudo. Mas, números não são divulgados

Em ofício enviado pelo vice-prefeito Alexandre Zeitune ao prefeito Guti, no final de janeiro, ele requer informações acerca do controle que a Prefeitura teria – ou não – sobre os vales-transporte, bilhetes únicos e passes escolares adquiridos pelas empresa e pela população geral.

A suspeita levantada por Zeitune é de que, por diversas razões, muitas pessoas não utilizam os vales-transporte que recebem das empresas em que trabalham, o mesmo acontecendo com quem compra créditos do bilhete único e do passe escolar. E que a soma dessas passagens de ônibus não utilizadas seria suficiente para que a Prefeitura não precisasse investir dinheiro público para subsidiar a tarifa dos coletivos das linhas municipais. Para ele, a Guarupass, associação que reúne as empresas de ônibus da região, não é fiscalizada pela Prefeitura e ela mesma administra toda a movimentação do milionário caixa. A suspeita é de que a Prefeitura paga o subsídio ao sistema de transporte, sem ter números exatos nos quais pudesse se basear.

Segundo informou ao Click Guarulhos, no final da primeira quinzena de fevereiro, o vice não obteve resposta aos seus questionamentos.

No dia 14 de fevereiro, o portal encaminhou o assunto à Assessoria de Imprensa da Prefeitura, que assim se manifestou:

“Todas as informações referentes aos sistema de bilhetagem eletrônica do transporte urbano de passageiros estão e sempre estiveram à completa disposição das autoridades municipais. Recentemente, o sistema de bilhetagem eletrônica foi submetido a um rigoroso processo de auditoria, realizado por empresa especializada contratada pela Prefeitura de Guarulhos, quando foram realizados levantamentos referentes ao período compreendido entre janeiro de 2011 até dezembro de 2016. O resultado trouxe toda a composição do saldo de créditos do sistema de bilhetagem eletrônica do Município, inclusive aqueles vendidos e não utilizados relativos a todo o período da concessão. Há dados específicos sobre o uso do Bilhete Único e do Vale Transporte.

A Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito, inclusive, atua em conjunto com a Guarupass na criação do Portal da Transparência do Transporte Público de Guarulhos, com o objetivo de tornar públicas todas as informações referentes aos sistema municipal de transportes. A plataforma deverá estar disponível para todos os cidadãos até o final do primeiro semestre deste ano.

A Prefeitura informa ainda que, a partir do reajuste das passagens para R$ 4,30 para o Bilhete Único e para R$ 4,70 (em dinheiro ou VT), o subsídio necessário para o transporte público até o final de 2018 será de R$ 35 milhões.”

NOVAS PERGUNTAS

Como a resposta é genérica e não citou os números obtidos na auditoria que afirma ter sido feita, o Click Guarulhos enviou outra mensagem, no dia 15.2, solicitando detalhamento das informações:

Considerando que a Prefeitura tem total acesso aos números da bilhetagem, solicito informar:

Quantos vales-transporte foram vendidos em 2017?
Quantos bilhetes-únicos foram vendidos em 2017?
Quantos passes escolares foram vendidos em 2017?
Quantas tarifas foram pagas em dinheiro pelos passageiros em 2017?

Em contrapartida, quantos passageiros foram efetivamente transportados em 2017?

Quanto foi pago de subsídio pela Prefeitura ao sistema de transporte coletivo em 2017?

Na impossibilidade de fornecer esses dados relativos a 2017, podem ser fornecidos os de 2016.

Até a sexta-feira, 22, a STT não respondeu às perguntas formuladas no dia 15.

Desde o dia 14, o Click aguarda resposta de mensagem enviada à Guarupass. Transcrevemos as questões enviadas ao secretário-executivo da entidade, Marcos Pacheco:

O vice-prefeito enviou correspondência ao prefeito, questionando sobre a ausência de prestação de contas pela Guarupass, a respeito das passagens adquiridas como Vale-Transporte não utilizadas.

Segundo cálculos que ele menciona, o volume de passagens não utilizadas seria suficiente para que a Prefeitura não precisa subsidiar a tarifa de ônibus.

Solicito responder qual é o controle que o Executivo municipal tem sobre a diferença entre as passagens recebidas pela Associação das Empresas e as efetivamente utilizadas, para apurar se há superávit como apontado pelo vice-prefeito ou se a suspeita dele não faz sentido.

Qual é, de fato, o percentual de passagens adquiridas e não utilizadas?
Esses números ficam disponíveis para a população?

foto: Fábio Nunes Teixeira(PMG)

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