quinta-feira, 27 janeiro 2022
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MP-GO pede a prisão do médium João de Deus

 

O Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) protocolou na tarde desta quarta-feira, 12, o pedido de prisão preventiva do médium João de Deus, acusado de praticar abusos sexuais em mulheres durante tratamentos espirituais, em Abadiânia, região central de Goiás.

O pedido foi feito após o MP-GO receber mais de 200 denúncias acusando o líder religioso. O documento ainda precisa ser analisado pelo Poder Judiciário.

Na manhã desta quarta-feira, João de Deus compareceu à Casa Dom Inácio de Loyola, onde costuma fazer atendimentos espirituais. Foi a primeira aparição pública desde que as denúncias vieram à tona. Ele permaneceu no local por cerca de 10 minutos, se declarou inocente e disse que confiava na Justiça de Deus e dos homens.

“Meus queridos irmãos e minhas queridas irmãs, agradeço a Deus por estar aqui. Ainda sou irmão de Deus, mas quero cumprir a lei brasileira porque estou na mão da lei brasileira. João de Deus ainda está vivo. A paz de Deus esteja convosco”, disse.

Edna Gomes, assessora de imprensa do religioso, disse, após as declarações de João de Deus, que o médium era inocente, mas que as denúncias eram graves e deveriam ser apuradas.

Denúncias

Levantamento do Ministério Público de Goiás (MP-GO) mostra que pelo menos 206 mulheres entraram em contato com o órgão para relatar denúncias de abuso sexual contra o médium João de Deus. Duas vivem no exterior, uma nos Estados Unidos e outra na Suíça. O MP-GO abriu um canal direto para as denúncias.

De acordo com as informações divulgadas na terça-feira, 156 denunciantes fizeram contato por meio do canal criado exclusivamente para este fim, pelo e-mail [email protected]

O Ministério Público de Minas Gerais informou que fez dois atendimentos na terça-feira, 12. A orientação é no sentido de que a denunciante procure o Ministério Público de seu estado, que ficará responsável por colher depoimentos.

As provas serão enviadas para força-tarefa do Ministério Público de Goiás, que reúne cinco promotores de Justiça e duas psicólogas.

As denúncias podem ser feitas pelos telefones (62) 3243-8051 e 3243-8052, presencialmente ou via e-mail: [email protected]

* Com informações da Agência Brasil

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