Quem se habilita a dar uma força?
A equipe mirim de futsal da Escola Estadual Prof. Cyro Barreiros, do Jardim Lenize, sagrou-se campeã da região metropolitana dos Jogos Escolares. Por isso, em agosto as meninas guarulhenses disputarão a fase estadual, representando a Grande São Paulo. Para isso, no entanto, elas precisam obter dois jogos de camisas, com o nome da escola e da cidade nas cotas. Ah! É preciso também que os pais autorizem que as garotas possam viajar a Bauru e assim, tomara, trazer o caneco e disputar o nacional, representando o Estado de SP.
Campeonato do Saber
Enquanto há professores e diretores de escola que se queixam, quase sempre com razão, da falta de boas condições para trabalhar e também da falta de respeito de alunos e até das famílias, há outros que conseguem superar todas as barreiras e ir além da sala de aula, motivando os alunos e obtendo bons resultados. É o que acontece na E.E. Francisco Milton de Andrade, no Parque Continental III, com o Campeonato do Saber, lançado há seis anos pelo professor Edson Oliveira.
Multitarefas
São várias as tarefas que os alunos cumprem, envolvendo diversas disciplinas e atitudes de cidadania. Um grupo de jurados atribui notas às apresentações, em dois dias de saudável competição, segunda e terça-feira.
Escritores homenageados
Neste ano, uma das tarefas era pesquisar sobre seis membros da Academia Guarulhense de Letras. Foram expostas biografias de Adolfo Vasconcelos Noronha (falecido, e um dos fundadores da AGL), José Augusto Pinheiro, Silvio Ribeiro, Teresinha Maltez, Antonia Conceição Vaz Duarte (atual presidente) e a deste colunista (atual vice-presidente). Em um vídeo no Facebook, reproduzi o teor de minha mensagem aos alunos participantes do Campeonato do Saber.
Passou no SPTV
O certamente foi pautado pelo telejornal da Globo na hora do almoço, na segunda-feira, e repercutiu muito positivamente.
Péssimo hábito
Alguns alunos de escolas públicas adquiriram um péssimo costume de alguns anos para cá: no último de aula do ano, arrancam as páginas dos cadernos e as jogam nas ruas, como se nunca mais lhes fossem úteis. Agora, piorou: postei vídeo no Facebook nesta semana, mostrando que fizeram isso nas imediações da E. E. Lydia Kitz Moreira, no Jardim Santa Cecília. Além de agredir o meio ambiente, é um gesto de desprezo à educação, que é a base de tudo, para que o Brasil possa vir a se transformar, de fato, em uma Nação.
Providências
A dirigente de ensino Guarulhos Norte, professora Vera Lúcia de Jesus Curriel, endossou a crítica à atitude e prometeu conversar com a direção da escola, para que oriente os alunos a não mais fazer isso. No dia seguinte, as folhas pelo menos não voavam mais pelas ruas vizinhas. Alguém da escola deve tê-las recolhido.
Cadeiras quebradas
Muitos espectadores se queixando de cadeiras quebradas no teatro Adamastor, por ocasião do showzaço de Almir Sater, na quinta-feira. O cantor e compositor ficou encantado com a receptividade do público guarulhense. O diretor de Cultura, Adalmir Abreu, estava presente. Teve sorte de não ser tão conhecido. Se não, certamente seria cobrado pela situação das cadeiras. Com a grana que entrou da participação da Prefeitura na bilheteria deve ser possível dar um trato.
Reestruturação da Câmara vetada pelo prefeito
Como já se cogitava nos bastidores, o prefeito Guti vetou a reestruturação votada e aprovada pela Câmara Municipal, que criava vários cargos no Legislativo. Desde que anunciada, a mudança vinha sendo criticada nas redes sociais, pois tanto se fala em reduzir gastos públicos e, na prática, acontece o contrário. Já se preparando para disputar a reeleição, Guti não quer saber de bater de frente com a opinião pública: preferiu vetar.
Veto do prefeito derrubado pela Câmara
Com apoio do próprio líder do Governo no Legislativo, vereador Eduardo Carneiro (PSB), a quase totalidade dos vereadores votou pela derrubada do veto do prefeito, promulgando a lei que cria a reestruturação.
Do contra
Desgostosa com o andar da carruagem na bancada petista, a vereadora Janete Pietá preferiu votar contra o veto, ou seja, a favor de Guti. De quebra, fez pirraça a Eduardo Carneiro, por ter se sentido ofendida com uma fala dele recentemente.
Tem de ter uma boa explicação

Chamuscado com o episódio e buscando limpar a barra perante as críticas das redes sociais, o presidente da Câmara, Prof. Jesus (sem partido), concedeu entrevista, explicando os motivos pelos quais a reestruturação precisa ser feita. Segundo ele, mesmo com o reajuste previsto e com a ascensão na carreira, o gasto com pessoal não chegará perto do limite determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal e os cargos serão preenchidos por concurso. Já Eduardo Carneiro justificou a decisão de defender a derrubada do veto: “A gente precisa evoluir, profissionalizar e valorizar os profissionais. É preciso ter muito cuidado ao falar de economia da Câmara não precarizar a atividade parlamentar. Precisamos melhorar sim e é isso que o projeto fez.”
Assistente social e psicólogo na Câmara?
Questionada a criação de cargos de psicólogo e assistência social, funções mais características do Executivo, a resposta foi de que é preciso contar com apoio técnico para a Procuradoria da Mulher, para atender as demandas e acolher as que tenham sido vítimas de violência.
Tá tudo bem!
Ambos minimizaram o fato do prefeito ter vetado e da Câmara derrubar o veto. Disseram que isso é próprio da Democracia e que a relação do Legislativo com o Executivo continua sem nenhum problema. Carneiro citou a aprovação de projetos que estavam na pauta há anos, como a questão da Sabesp e do Regime Próprio do funcionalismo.
Ação entre amigos
Tudo leva a crer que o veto e a derrubada foram combinados entre os dois poderes. Guti sai bem na fita por vetar e a Câmara exerce seu poder de promulgar a lei contra a vontade do prefeito, na esperança de que o desgaste perante o eleitorado não será tão grave assim. As urnas de 2020 responderão.
Queria ser um mosquitinho
O que será que passa na cabeça de alguns aliados atuais de Guti que já se imaginam negociando verbas para a campanha com a biliardária candidata tucana. O quê dizer então dos que já têm um pé em cada canoa?
Reflexo da greve

Passados tantos dias depois da greve geral que não foi tão geral assim, permanecem consequências negativas para a população. A Trail, empresa que coleta o lixo domiciliar, tem demorado a recuperar o tempo perdido. Sobram queixas de atraso na coleta desde as poucas horas daquele paralisação. Embora não tenhamos merecido uma resposta da assessoria de imprensa da companhia, deduz-se que a logística da coleta opera no limite da capacidade e, assim, qualquer que seja o acúmulo, fica difícil acertar os ponteiros depois.

