Servidores da Saúde repudiam denúncia de assédio moral e defendem chefe de divisão

Profissionais da Equipe Técnica Região Cantareira da Secretaria de Saúde da Prefeitura emitiram uma Nota de Repúdio à denúncia de assédio moral registrada pelo presidente do Conselho Municipal de Saúde, Rogério Oliveira, contra a chefe de Divisão Técnica Virgínia Frassei, e publicada em duas edições consecutivas do Jornal “Folha do Ponto”, do ex-vereador Sebastião Alemão. Oliveira afirma que a denúncia não partiu dele, mas lhe foi apresentada, em um documento, por uma servidora que se sentiu injustiçada pela chefe de Divisão.

Assinada por mais de 30 servidores, a Nota critica a forma como a denúncia foi divulgada e defende a conduta da profissional, assegurando que as medidas tomadas que ensejaram a queixa de assédio foram baseadas em critérios técnicos e decididas coletivamente.

Segue a reprodução do texto. O espaço fica garantido ao presidente do Conselho Municipal de Saúde e à direção do jornal, caso queiram manifestar-se a respeito. Os subscritores pretendem solicitar à Folha do Ponto a publicação da carta, espontaneamente, a título de Direito de Resposta.

Texto editado em 21/10
Em contato telefônico com Sebastião Alemão, ele preferiu não se manifestar. Rogério Oliveira apenas solicitou que no texto ficasse explícito que não foi ele quem denunciou a chefe de Divisão; que apenas registrou, como presidente do Conselho Municipal de Saúde, a queixa que lhe foi apresentada em documento por uma servidora e que outras denúncias foram encaminhadas anteriormente por outros funcionários.

NOTA DE REPÚDIO

Nós profissionais da Equipe Técnica da Regional Cantareira, manifestamos a nossa indignação e repúdio quanto a publicação no Jornal Folha do Ponto referente a acusação de assédio moral por parte da nossa Chefe de Divisão Técnica Dra. Virgínia Frassei.

O intuito da reportagem não foi apenas de sinalizar suspeitas de assédio moral, mas deixa evidente sua única e exclusiva intenção de difamar a imagem da Dra. Virginia Frassei, tanto como pessoa, quanto como profissional. Brincar com caráter e a reputação de uma pessoa é algo extremamente reprovável, podendo gerar consequências devastadoras na vida pessoal, familiar e profissional da pessoa citada, que sempre teve um caráter irrepreensível e um nome a zelar.

Agora, disseminar, compartilhar um texto sem provas técnicas evidentes juridicamente aceitas, ultrapassam qualquer limite, tais afirmações extravasam os muros juridicamente legais, de certo que o dano já foi causado. No caso é certo que a Constituição Federal assegura a liberdade de expressão. No entanto, o exercício desse direito não é ilimitado.

No desempenho de sua atual função, ações e decisões visando a melhoria dos serviços em saúde prestados aos munícipes, são baseados em resultados de indicadores técnicos, mensuração do desempenho de funcionários, tais como: cumprimento de prazos, desenvolvimento pessoal e profissional, determinação, compromisso, planejamento, organização, relacionamento interpessoal, trabalho em equipe, liderança e comunicação, podendo ocorrer remanejamentos de profissionais, alteração de horários de servidores, mudança de gestores e supervisores locais, para cumprimento das diretrizes municipais.
A posteriori, modificações ocasionam insatisfação por parte de alguns profissionais, que não têm entendimento da necessidade do município, encarando a questão como pessoal e entendendo como assédio moral decisões técnicas e mensuração de indicadores.

Ressaltamos que a Dra. Virginia Frassei é servidora pública do município há mais de 20 anos, e que durante o exercício de sua profissão, não existe nada que desabone a sua conduta profissional. No cargo em que se encontra hoje, todas ações tomadas são decididas em equipe, com humanização, ética, responsabilidade, respeito, capacidade técnica e aberta ao diálogo a todos os profissionais e conselho gestor, contrariando o real significado de assédio moral, que é “qualquer conduta abusiva (gesto, palavra, comportamento, atitude por sua repetição ou sistematização contra dignidade ou integridade psíquica ou física de uma pessoa ameaçando seu emprego ou degradando o clima de trabalho).”

EQUIPE TÉCNICA REGIÃO CANTAREIRA

Randa Toufic M. Radwan, Marcelo Cordeiro Barreto de Oliveira, Mayara R. Pedroso Silva, Elizabeth K. Nagao, Priscila Kunioshi, Regiane Vieira Souza, Karen Vangelis Almeida Santos, Christiane Sewaybricker, Thais M. C. Figueiredo, Claudia Santana dos Santos, Kellen Aparecida Souza Pondé, Talita da Rocha Ramos Farias, Diane Fernanda Bernal Calado Cardoso, Sergio Luiz Alexandre da Silva, Edna Nascimento dos Santos Lourenzo, Rosangela Batista, Adriana Rinaldi, Irene Mitiko, Juliana Tahira Matsumoto, Joelma Gonçalves Araújo Suzin, Raquel Helena Nunes Tychoniuk, Jaqueline Melo Torres, Aline Heyn, Viviane Sidor, Maria de Lourdes Worspite Sendas, Expedita Maria Almeida D’Aloia, Dagmar da Rocha Strefezzi, Beatriz Rosa Lozano Ribeiro, Maria Aparecida dos Santos Neris Luiz, Normelia Pinto da Silva Aquino