O mundo mudou completamente nos últimos meses por conta da pandemia da Covid-19. Com menos gente nas ruas e menos lojas abertas, os hábitos de consumo também sofreram uma gigantesca transformação. Uma das áreas mais impactadas por toda essa situação é a dos e-commerces, já que muita gente vem apelando para as compras virtuais para não precisar sair de casa.
O comércio virtual já estava em franco crescimento em todo o Brasil, muito impulsionado pela maior variação de produtos oferecidos e pela segurança e confiança passada ao consumidor – mais de 60% dos brasileiros já utilizam alguma forma de pagamento digital, o que ajuda a tornar as transações normalizadas. A previsão da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOMM) era de que o setor crescesse 18% durante 2020. Porém, a estimativa do portal ReviewBox é de que esses números serão ainda maiores, por conta da pandemia do novo coronavírus.
O tipo de produto vendido pela internet muda muito em época de crise. Antes, era mais comum que as pessoas apelassem para o meio virtual para comprar produtos mais caros, aproveitando descontos oferecidos por grandes lojas, como smartphones, videogames e eletrodomésticos.
Mas, com o isolamento social, o e-commerce passa a ser mais usado para comprar bens básicos, como itens de supermercado e farmácia. Esse movimento foi observado na China, onde o consumo de bens de luxo diminuiu, enquanto a compra de utilitários atingiu picos históricos.
Um estudo realizado pela empresa de consultoria Kantar, analisou as mudanças no e-commerce ocorridas na China durante a fase mais crítica da doença no país. Lá, os gastos com entretenimento e turismo tiveram uma queda de 75%, enquanto o gasto cresceu 40% em bebidas e alimentos e 48% em produtos de limpeza. Outra pesquisa da mesma instituição também mostrou um aumento de 7% nos pedidos de refeição por delivery.
No Brasil, já é possível observar movimentação semelhante. Um relatório da ABCOMM mostra que o número de compras virtuais disparou em diversas categorias: 111% em saúde, 80% em supermercados e 83% em beleza e perfumaria, comparando com os números do primeiro bimestre de 2020 – logo antes da pandemia atingir o País.
Além dessa mudança no perfil do produto, o isolamento social forçado faz com que muitas pessoas comprem pela internet pela primeira vez, deixando de lados possíveis desconfianças em prol da segurança. Esse público provavelmente voltará a utilizar serviços de e-commerce quando o mundo retornar ao normal, provocando um crescimento ainda maior no setor.
Considerando a repentina adoção do e-commerce por muito brasileiros, este virou um grande desafio para pequenas empresas: criar meios para efetuar vendas virtuais de maneira segura. Hoje em dia, existem várias plataformas que podem ajudar o pequeno empreendedor a fazer isso, mas, muitos negócios enfrentam dificuldades para estabelecer a presença digital necessária e atrair os seus clientes para outro ambiente.
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