O prefeito Guti determinou a abertura de sindicância para apurar o processo de compra de máscaras de proteção, que foram objeto de reportagens na mídia.
A compra de 300 mil máscaras, a R$ 6,20, chamou a atenção por totalizar R$ 1.860.000 e porque o preço unitário chega a ser três vezes superior ao preço normal de mercado, segundo apurou o portal G-1, ligado à TV Globo.
Em defesa da aquisição, o prefeito e o secretário de Saúde, José Mário Clemente, afirmaram que foram cotados seis fornecedores, apenas três tinham a mercadoria para entregar e a compra foi feita pelo menor preço entre esses, porque era imprescindível disponibilizar as máscaras para uso dos profissionais que atendem os pacientes em todos os serviços de Saúde.
Em live nas redes sociais, na noite de quarta-feira, o secretário disse preferir ter de responder pela questão do preço do que se a falta do equipamento de proteção individual viesse a causar a morte ou mesmo problemas de saúde em quem estivesse trabalhando desprotegido, com o que o prefeito concordou momentos depois.
Além da abertura da sindicância, Guti determinou que o processo administrativo de compra seja integralmente ao Ministério Público de Contas, ligado ao Tribunal de Contas do Estado, que irá apurar o procedimento, como também ao Ministério Público da Comarca de Guarulhos, conforme pode-se observar no documento aqui reproduzido.

No Diário Oficial de quarta-feira, dia 15, o secretário José Mário publicou portarias designando servidores para acompanhar, fiscalizar, avaliar e atestar contratos e registro de preços.

