Está em vigor o rodízio na Capital, no modelo antigo: hoje não rodam os carros de placa com final 1 e 2

Trânsito congestionado na Marginal do Tietê
 

Com o recuo do prefeito Bruno Covas (PSDB) quanto ao novo modelo de rodízio que havia implantado para reforçar o isolamento, voltou a funcionar na manhã desta segunda-feira, das 7h às 10h, o modelo antigo, no qual não podem circular a cada dia carros com dois finais de placa. Às segundas-feiras, são os veículos com placas de final 1 e 2. Das 17 às 20h, também ficam impedidos de rodar. A proibição vale no chamado “centro expandido” que são áreas determinadas em todas as regiões no entorno do Centro da cidade de S.Paulo. Para quem é de Guarulhos, por exemplo, começa a valer na Marginal do Tietê a partir da ponte do Tatuapé e na avenida Salim Farah Maluf, ou indo pela Zona Norte, nas imediações da estação Carandiru do Metrô.

Nas terças-feiras, ficam proibidos de circular os veículos com final de placa 3 e 4; nas quartas-feiras, 5 e 6; nas quintas, 7 e 8 e nas sextas, 9 e 0.

A Secretaria municipal de Saúde de São Paulo reforça o pedido para que só circule quem realmente precisar, pois a taxa de isolamento tem ficado muito abaixo do necessário para conter a propagação do vírus e o sistema de saúde está muito próximo do colapso.

O que isso quer dizer? Que, mesmo que haja leitos disponíveis de enfermaria, podem faltar os de maior complexidade, os de UTI. E não é fácil expandir a rede de leitos com UTI porque faltam respiradores para equipar novas unidades. Quer-se evitar o que está acontecendo no Rio de Janeiro e em outras capitais, onde os médicos estão tendo de escolher quem terá direito a ir para a UTI e uso de respiradores e quem ficará esperando a vez, com risco maior de morrer. Muitos pacientes têm perdido a vida na fila de espera por uma vaga. Seis dos hospitais públicos da rede municipal da cidade de S.Paulo já estão totalmente ocupados.

A aplicação de medicamentos como a hidroxicloroquina não é solução para todos os casos. O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em entrevista à Folha de S.Paulo nesta segunda-feira, alerta que o uso sem critério adequado dessa droga pode acelerar a morte de pacientes em casa, em vez de curá-los, mesmo associando-a a outros medicamentos, como antibióticos e anticoagulantes, embora haja casos nos quais essa associação venha obtendo bons resultados.