Apenas resíduos de construção podem ser entregues nos PEVs que estão abertos durante a pandemia

 

A Prefeitura de Guarulhos informa que os 12 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) que permanecem em funcionamento estão recebendo apenas entulho, que são os restos da construção civil, como argamassa, pisos, areia, blocos, entre outros materiais. A restrição quanto ao recebimento dos demais recicláveis, como plástico, isopor, móveis velhos, papel, papelão, vidro, alumínio etc., ocorre em decorrência das limitações impostas pela pandemia de Covid-19, que exigiu a redução das equipes de atendimento e o consequente fechamento momentâneo de oito PEVs e também das centrais de reciclagem da cidade.

Os PEVs que permanecem abertos são:
Cabrália (rua Cabrália, 100)
Continental (rua Valdimiro L. Pessoa, 655)
Fortaleza (rua Medeia E. Mariano, 311)
Gopoúva (rua Nadir, 34)
Inocoop (avenida Francisco Xavier Correia, 489)
João do Pulo (rua São Tomás de Aquino, 61)
Jurema (rua Jacutinga, 470)
Paraventi (rua Apolônia Vieira de Jesus, 91)
Presidente Dutra (avenida João Bassi, 707)
Santos Dumont (estrada do Saboó, 795)
Torres Tibagy (rua Ouvidor, 337)
Vila Galvão (rua Ipiranga, 543)

Em todos esses endereços o atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h15 às 16h, e aos sábados das 8h15 às 15h30

Cada munícipe pode deixar gratuitamente no PEV mais próximo até 1 m³ de entulho por dia, o equivalente a 20 sacos de 50 litros. A Secretaria de Serviços Públicos alerta que o despejo irregular de materiais em vias públicas, praças e terrenos é passível de multa e apreensão de veículo.

PEVs fechados

Permanecem fechados temporariamente os PEVs Parque Mikail, Jardim Cumbica, Pimentas, Haroldo Veloso, Parque Santo Antonio, Vila Barros, Macedo e Iporanga.


Opinião: Momento certo para fazer uma experiência

A exemplo do que já fizéramos em outras ocasiões, enviamos sugestão à Prefeitura para que faça um teste com funcionamento de PEV aberto, mesmo sem funcionários.

Entendemos que manter PEVs fechados e restringindo o tipo de material que pode receber, além do horário limitado, acabará provocando maior despejo de resíduos nas vias públicas e mesmo nos portões das unidades, como tem se verificado.

Em nossa opinião, ainda que a experiência não fosse totalmente adequada, seria melhor do que ter de recolher toneladas de detritos das ruas e praças da cidade.

É semelhante ao que tem acontecido em relação às telhas de fibrocimento com amianto. Os PEVs não as recebem porque o material é cancerígeno, podendo causar doenças em servidores. Como não há uma política adequada de recolhimento pelos fabricantes, que deveriam ter um sistema funcional de logística reversa, as pessoas acabam se desfazendo dessas telhas nas ruas da cidade. E aí a Prefeitura ou a Proguaru as recolhe, o que coloca os servidores em risco, o que se pretendeu evitar com a proibição.

Valdir Carleto