O anúncio de que um medicamento, a dexametasona, pode ajudar a reduzir a mortalidade da covid-19 é a melhor notícia dos últimos tempos. Os resultados de um estudo da Universidade de Oxford credenciam o medicamento a ser prontamente aplicado em pacientes, inclusive no Brasil, conforme informe publicado nesta terça-feira, 16/6 pela Sociedade Brasileira de Infectologia.
A associação classificou o estudo como uma “boa nova”. Até agora, a dexametasona é o único tratamento farmacológico a demonstrar resultados efetivos em relação à mortalidade em um experimento clínico. A metodologia é considerada rígida, mesmo os dados não tendo sido ainda publicados em uma revista científica.
O presidente da SBI, Clóvis Arns da Cunha, afirma que a droga, que é acessível e de baixo custo, apresentou dados positivos em testes randomizados, isto é, os pacientes recebem o tratamento sorteados aleatoriamente, e com grupo de controle, que recebe apenas um tratamento convencional, sem nenhuma droga adicional, permitindo comparar os resultados com clareza. Desde o início da pandemia, outros medicamentos, como a cloroquina, chegaram a apresentar resultados promissores, que não se confirmaram quando os experimentos seguiram uma metodologia mais rígida.
A SBI passou a recomendar que todos os pacientes em situação de internação, seja com ventilação mecânica em UTIs, ou que necessitem apenas de oxigênio em leitos de enfermagem devem receber a dexametasona uma vez ao dia por via oral ou endovenosa. Importante ressaltar que esse medicamento não é recomendado para quem está com sintomas leves, nem deve ser tomado sem recomendação médica.


