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18 de junho é o Dia Mundial do Orgulho Autista

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O Dia Mundial do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, é uma iniciativa do grupo americano Aspies for Freedom. Criado em 2005, o movimento busca conscientizar a sociedade sobre a importância de conhecer as diferenças comportamentais apresentadas pelo autista, reconhecer o seu potencial inato e comemorar as superações das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Para o Ciaag (Centro de Inclusão e Apoio ao Autista de Guarulhos), ainda é necessário lembrar que eles precisam ser acolhidos e inclusos com suas percepções e sensibilidades particulares e que essa convivência pode nos ensinar muito sobre amor e respeito. Explica que não se trata de uma doença, mas de uma diferença de comportamento, uma identidade que precisa ser respeitada.

“Como mãe de autista,eu tenho muito orgulho do meu filho, do que ele é e da transformação que causou em mim como ser humano. Esses 16 anos foram muitas lutas, lágrimas de tristeza, de alegrias e superações. Ele amadureceu muito e hoje está mais independente e flexível, e essa é uma das nossas maiores vitórias”, agradece Alexandra Oniki, que, em busca de entendimento, acabou estudando o tema e fundando o Ciaag, instituição que atende mais de 100 crianças e adolescentes e dá apoio psicossocial às suas famílias. E essa é uma de suas frentes de trabalho, sempre se dedicando à essa causa.

“Incluir é muito mais do que aceitar”, essa frase norteia o trabalho realizado pelo Ciaag desde 2010. Alexandra lembra que muitos ainda sofrem preconceito vindo de pessoas que não sabem lidar com a diferença de comportamento e preferem excluí-los. Mas, felizmente, foram muitas as conquistas nos últimos anos, como a Lei Berenice Piana – que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA –, a inclusão do autismo no Censo 2020, que permite um mapeamento e análise dos dados para implementação de políticas sobre o tema, o aumento de matérias abordadas na mídia e de ações de conscientização, além de um avanço das pesquisas científicas.

A data reforça a neurodiversidade ou diferenças neurológicas que fazem parte da vida das pessoas. Esse termo foi criado por Judy Singer, socióloga australiana com síndrome de Asperger (um estado do espectro autista), que enfatiza que uma conexão neurológica atípica é uma diferença humana que deve ser respeitada como qualquer outra, a exemplo da sexual ou racial. Neste cenário, não pode ser tratada ou curada como uma doença.

 

Texto de divulgação @pilarcomunicacorp

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