Justiça determina bloqueio dos bens de Alckmin e de dois assessores

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo e presidente do PSDB - Valter Campanato/ABr
 

O juiz Marco Antonio Martin Vargas, da Justiça Eleitoral em São Paulo, determinou nesta quarta-feira (5) o bloqueio de até R$ 11,3 milhões do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB, e de até R$ 9,3 milhões de seu ex-secretário Marcos Monteiro e do ex-assessor do governo Sebastião Eduardo Alves de Castro. O bloqueio foi feito a pedido da Polícia Federal e decorre de denúncia de suposto recebimento de propinas, lavagem de dinheiro e caixa dois, nas campanhas de 2010 e 2014, conforme delação premiada da construtora Odebrecht.

Em julho, Alckmin foi denunciado por falsidade ideológica eleitoral. Em 2010, R$ 2 milhões teriam sido doados ilegalmente e em 2014, R$ 9,3 milhões.

O ex-governador tucano afirma que o indiciamento foi precipitado e nega qualquer irregularidade. Segundo ele, a Justiça e o tempo se encarregarão de mostrar a verdade, que as contas de todas as suas campanhas são corretas e que jamais recebeu um centavo sequer de recursos indevidos.