SP tem 18% menos pacientes internados por covid do que há um mês

 

O Estado de São Paulo registra neste domingo (20) 33.952 óbitos e 935.300 casos confirmados do novo coronavírus. Em 20 de agosto, eram 27.905 óbitos e 730.828 casos confirmados. Em um mês, houve, portanto, 6.047 óbitos atribuídos à doença, média de 200 por dia. Os novos casos foram 204.472, média de 6.815 por dia. Todos os 645 municípios têm pelo menos uma pessoa infectada, sendo 562 com um ou mais óbitos. A relação de casos e óbitos confirmados por cidade pode ser consultada em: www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus.

Entre o total de casos diagnosticados de covid-19, 792.379 pessoas estão recuperadas, sendo que 102.898 foram internadas e tiveram alta hospitalar. Há um mês, eram 530.780. Isso quer dizer que o número de pacientes recuperados foi de 261.599, 30% mais do que o de novos casos.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 47,4% na Grande São Paulo e 48,1% no Estado. Há um mês, eram, respectivamente, de 55% e de 57,1%. Em 20 de agosto, o número de pacientes internados era de 12.277 e agora é de 10.013; uma redução de 18,44%. Naquela data, estavam internados em enfermarias 7.040 pessoas; agora são 5.817. Em UTIs, estavam 5.233; conforme dados das 11h deste domingo, agora são 4.196.

Percebe-se que, gradativamente, as recuperações superam os novos casos e existe menor risco de saturação da rede hospitalar no Estado de São Paulo. No entanto, continuam surgindo novos casos diariamente e muitos deles resultam em mortes, o que serve de alerta para que não se deixe de lado os devidos cuidados para evitar contaminação. Ainda que se observe que muitas pessoas já não seguem os protocolos de proteção, cada um deve fazer sua parte para que não haja um retrocesso, com aumento expressivo dos casos e óbitos.

Em todos os fins de semana, observa-se redução no número de casos novos e de óbitos; nas terças-feiras, acontecem os ajustes e, aí, os números são maiores nesse dia da semana.

Perfil da mortalidade

Entre as vítimas fatais estão 19.632 homens e 14.320 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 76,2% das mortes.

Observando faixas etárias, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (8.690), seguida pelas faixas de 60 a 69 anos (7.979) e 80 e 89 anos (6.910). Entre as demais faixas estão os: menores de 10 anos (40), 10 a 19 anos (63), 20 a 29 anos (281), 30 a 39 anos (966), 40 a 49 anos (2.245), 50 a 59 anos (4.491) e maiores de 90 anos (2.287).

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (59,5% dos óbitos), diabetes mellitus (43,1%), doenças neurológicas (10,8%) e renal (9,6%), pneumopatia (8,3%). Outros fatores identificados são obesidade (7,7%), imunodepressão (5,6%), asma (3%), doenças hepáticas (2,1%) e hematológica (1,8%), Síndrome de Down (0,5%), puerpério (0,1%) e gestação (0,1%). Esses fatores de risco foram identificados em 27.257 pessoas que faleceram por COVID-19 (80,3%).

Perfil dos casos

Entre as pessoas que já tiveram confirmação para o novo coronavírus estão 436.297 homens e 492.911 mulheres. Não consta informação de sexo para 6.092 casos.

A faixa etária que mais concentra casos é a de 30 a 39 anos (221.188), seguida pela faixa de 40 a 49 (194.450). As demais faixas são: menores de 10 anos (22.534), 10 a 19 (43.456), 20 a 29 (156.899), 50 a 59 (141.020), 60 a 69 (85.171), 70 a 79 (43.311), 80 a 89 (20.730) e maiores de 90 (6.045). Não consta faixa etária para outros 496 casos.