InícioCIÊNCIACientista de Guarulhos comprova eficácia da própolis vermelha no tratamento da esquistossomose

Cientista de Guarulhos comprova eficácia da própolis vermelha no tratamento da esquistossomose

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Conhecida por suas propriedades bactericidas e antifúngicas, a própolis vermelha brasileira obteve a comprovação científica contra o parasita causador da esquistossomose, através do estudo e pesquisa liderada pelo professor doutor Josué de Moraes, docente do Programa de Pós-graduação em Enfermagem, ocupando a 309ª posição do ranking na área Mycology & Parasitology. O estudo de Moraes foi publicado no Journal of Ethnopharmacology.

Segundo Josué de Moraes, a própolis vermelha, conhecida por sua ação contra bactérias e fungos, possui ação poderosa, reduzindo o número de ovos e matando os helmintos (vermes).

Testes ainda passarão em seres humanos

Os resultados de todos os testes sugerem que a própolis vermelha pode ser mais eficaz no tratamento da esquistossomose do que o único fármaco disponível para esse fim. Mas, antes que a própolis vermelha possa ser prescrita para pacientes, ainda há necessidade de ser testada em ensaios clínicos em humanos com a doença.

Estudos in vitro e experimentos com camundongos mostraram que o extrato natural foi mais eficaz do que o único fármaco disponível para combater essa doença parasitária.

Própolis vermelha combate vermes adultos

De acordo com Josué de Moraes, ao contrário do encontrado no estudo, a própolis vermelha não combate infecções causadas pela fase imatura do parasita, matando apenas vermes adultos, os pacientes devem esperar até que o ciclo de crescimento alcance o estágio adulto para iniciar o tratamento, quando a infecção se torna crônica.

Esquistossomose e causas

A esquistossomose é a doença mais comum causada por helmintos e afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar de sua alta prevalência em áreas tropicais e subtropicais, ele é tratado com um único medicamento há cerca de 40 anos.


Mais conquistas científicas
Além de Josué, três professores do Programa de Pós-graduação em Odontologia da UNG também conquistaram classificação na revista científica: Magda Feres, ocupando a 22ª na classificação; Poliana Mendes Duarte (27ª); Jamil A. Shibli (44ª) – na área Dentistry.

Formação

Josué de Moraes é graduado em Ciências Biológicas e Matemática e mestre e doutor em Parasitologia pela USP. O docente, que desenvolveu o pós-doutorado no Instituto Butantan (SP) e que tem experiência na área de Biotecnologia aplicada à Parasitologia Humana, recebeu os prêmios: Tese Destaque USP, Vale-CAPES e Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Teses na Área de Biotecnologia. Ele é membro do corpo editorial da PLoS One e docente da UNG, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP (ICB-USP) e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP).

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