Um caso que aconteceu na noite de domingo, 13, no bar Quintal do Rei, situado na rua Anice, quase esquina com avenida Dr. Timóteo Penteado, continua repercutindo e internautas manifestam-se, pedindo que tudo seja apurado e os culpados, punidos exemplarmente.
O Click Guarulhos raramente publica notícias da área criminal, pela dificuldade de apurar de forma mais profunda o que aconteceu, com todos os seus meandros. Porém, devido a insistentes sugestões de seguidores, buscamos informações de ambos os lados. Vídeos que circulam nas redes sociais não estão sendo postados aqui, por conterem cenas fortes e palavrões.
A ACUSAÇÃO
Amigos de Thaís Arruda e de seu amigo Edcarlos Lopes da Silva acusam os responsáveis pelo bar de omissão em dois crimes ali ocorridos, sendo um no interior do estabelecimento e outro na rua. O primeiro é um caso de assédio sofrido por Thaís, cometido por um frequentador. Mônaco, irmão da vítima, afirma que o homem assediou várias meninas da mesa e não parou, mesmo tendo sido chamado à atenção. Uma amiga de Thaís, Fefa Miranda, postou nas redes sociais que o sujeito “passou a mão nela e a encoxou” e que ela, evidentemente, reagiu. Alega a internauta que os seguranças da casa viram e nada fizeram. Consta que Thaís se exaltou e começou a brigar com o abusador e, diante do alvoroço, ela foi retirada do bar à força (agarrada pelo pescoço), sem sequer ter o direito de pegar seus pertences que estavam na mesa. Nesse momento, Edcarlos saiu também em solidariedade à amiga.
Do lado de fora, ambos teriam sido abordados por dois homens, um dos quais cuida dos carros estacionados e estava com um pedaço de ferro na mão. Essa pessoa, segundo as acusações, bateu com essa barra de ferro tanto em Thaís quanto em Edcarlos. Ela sofreu várias escoriações pelo corpo e ferimentos na cabeça. Há postagens afirmando que ela chegou a ser pisoteada pelos agressores. Edcarlos recebeu vários golpes com a barra de ferro na cabeça. Os dois foram socorridos pelo Samu. Depois de atendida, Thais foi liberada e está se recuperando em casa, embora ainda chocada com tudo que aconteceu. O pior, porém, aconteceu com Edcarlos: sofreu traumatismo craniano e está em coma no hospital, ainda correndo risco de morte.

Além do clamor por justiça, os internautas amigos das vítimas citam que enquanto aconteciam as agressões na rua, passou uma viatura policial e não parou. Thaís queixa-se que ninguém do bar foi ver o que ocorria, quando ela e o amigo estavam sendo agredidos. Outras queixas são de homofobia e também de casos anteriores de agressões, quando também teria havido omissão da direção do Quintal do Rei.
O caso foi registrado no 2o. Distrito Policial, por meio do Boletim Eletrônico de Ocorrência 1940674/2020 e está sendo apurado. Há informações de que, na quinta-feira, 17, o proprietário do bar, Denis Afonso, prestou depoimento.
OUTRO LADO
O Click Guarulhos buscou contato com Denis Afonso, pelo WhatsApp que consta nas redes sociais. Em resposta, veio contato do escritório de advocacia Lamonica Melo. Após procurada pelo portal a assessoria jurídica do Quintal do Rei nos enviou sua versão dos fatos por escrito, a qual aqui transcrevemos, sem revisão:
“Em relação a ocorrência, informamos que diante dos depoimentos prestados perante a autoridade policial até este momento, o que se tem observado é que a discussão ocorrida dentro do Bar Quintal do Rei em nada tem a ver com as agressões ocorridas fora da casa.
Dentro do Bar, segundo depoimento de testemunhas, após as seguranças femininas terem observado o início de uma discussão envolvendo a Thais e o grupo que estava com ela e um outro cliente; ela (Thais) informou que teria sido assediada por um cliente. Os seguranças masculinos foram questionar o cliente e foram informados por este e por seus amigos que não houve assédio, pois todos estavam brincando de “vira-vira” e que estavam alcoolizados mas, se ela se sentiu assediada, ele pediria desculpas. O cliente, então, foi advertido e informado que havendo nova reclamação, ou qualquer ato, pois as seguranças estariam atentas. teria que se retirar do local.
Concomitante a isso, a Thais ainda com as seguranças, ao avistar um amigo com dois seguranças se deslocou e empurrou o segurança Whashigton, causando um tumultuo e oferecendo risco aos outros clientes, sendo que por este motivo foi convidada a se retirar do Bar.
Thais, juntamente com sua amiga que pegou seus pertences, pagaram a comanda e se retiraram da casa com seus amigos, inclusive com a vítima Ed, não havendo que se falar na hipótese de que Thais teria sido “jogada” para fora sem seus pertences.
Lá fora iniciou-se uma nova discussão, a qual os seguranças do Bar até então não tinham conhecimento, pois retiraram as partes envolvidas no tumulto de forma pacífica.
Cerca de 40 (quarenta) minutos após o ocorrido dentro do Bar, os seguranças foram acionados para ajudar a apartar uma briga que envolvia o “flanelinha” com uma outra pessoa desconhecida pelos seguranças do bar, e o grupo de Thais.
Ao observar que existiam duas pessoas caídas ao chão, o chefe de segurança do bar acionou os bombeiros do Bar para que prestassem os primeiros socorros e imediatamente acionaram ao SAMU.
Diferentemente do que está sendo alegado, existem vídeos com a vítima Ed no chão onde aparece o bombeiro do Bar prestando os primeiros socorros.“

