Comerciantes protestam, mas respeitam ordem de fechar na fase vermelha

 

Comerciantes de bares, restaurantes e outros ramos de atividades impedidos de funcionar durante a fase vermelha do Plano São Paulo promoveram uma manifestação no fim da tarde de sexta-feira, 29, na avenida Paulo Faccini, em protesto contra a decisão do governo estadual. Eles afirmam que a medida é discriminatória e irá provocar desemprego, pois não terão condições de manter as empresas sem poder abrir exatamente nos dias e horários de maior movimento.

Pela nova classificação, há cidades que estão na fase vermelha, só permitindo funcionamento de setores essenciais. Guarulhos e a Região Metropolitana de São Paulo toda estão na fase laranja até as 20h dos dias úteis; desse horário em diante e nos fins de semana e feriados, entram na fase vermelha. Comércio de bebidas, por exemplo, só pode vender para entrega em domicílio ou para retirada.

O Click Guarulhos não cobriu a manifestação, por não ter sido informado pelos organizadores.

Neste sábado, a Reportagem percorreu ruas onde se concentram bares, como a Tapajós, no Centro, e a São Jorge, pouco acima, na Vila São Jorge. Em ambas, todos os estabelecimentos estavam fechados ou, quando muito, atendendo para retirada de pedidos.

Nos supermercados, açougues e lojas de venda de alimentos e bebidas, era grande o movimento de pessoas adquirindo gêneros para fazer churrasco em família, diante da impossibilidade de frequentar bares.

Os números de novos casos de covid-19, bem como de mortes, ainda muito elevados e até superiores aos de meses atrás, recomendam que se continue tomando todas as precauções, para evitar o colapso no sistema de saúde.

Rua São Jorge, onde está situado o Bar Asinha, em torno do qual proliferaram estabelecimentos gastronômicos, totalmente vazia ao meio-dia