Os trabalhadores com renda entre 0,51 e 1 salário mínimo foram os que mais perderam vagas formais em 2020: foram 153,6 mil postos fechados.
Os dados, enviados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho a pedido do G1, mostram uma mudança no cenário de criação de vagas no país. Essa faixa salarial era das poucas que vinha mantendo saldo positivo nos anos anteriores.
Em 2018 e 2019, a faixa de 0,51 a 1 salário mínimo ficou entre as que mais criaram vagas: total de 334.876 nos dois anos. Já a de 1,01 a 1,5 salário mínimo vem liderando a criação de vagas nos últimos anos. E no ano passado foi a única que criou postos de trabalho, junto com a de 1,51 a 2 salários mínimos.
Já a faixa de até 0,5 salário mínimo, que teve saldo positivo nos anos anteriores, também teve fechamento de vagas em 2020. Veja no gráfico abaixo:
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Já nos dois primeiros meses deste ano, todas as faixas salariais tiveram saldo positivo de vagas, com destaque para as que estão entre 1,01 e 1,5; e entre 1,51 e 2 salários mínimos.https://tpc.googlesyndication.cm/safeframe/1-0-38/html/container.html
No primeiro bimestre de 2021, foram geradas 659.780 vagas com carteira assinada, enquanto que em 2020, foram 142.690. A metodologia, no entanto, prejudica essa comparação, pois a pesquisa foi alterada a partir do ano passado.
Menos escolarizados, mais velhos e mulheres são mais os afetados
O maior fechamento de vagas em 2020 se deu entre os níveis de escolaridade mais baixos, com exceção dos analfabetos, que tiveram saldo positivo.
Já o maior saldo de vagas em 2020 foi entre os profissionais com nível médio completo e nível superior incompleto. O desemprego afetou inclusive os profissionais de nível superior. Veja no gráfico abaixo:
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Saldo de vagas por nível de escolaridade — Foto: Economia G1
*Com Informações do G1

