Polêmica: proibir ou não caminhadas e corridas em vias públicas?

 

Enquanto os números de novos casos de covid e de mortes deles decorrentes continuam batendo recordes, surgem debates nas redes sociais sobre supostas causas e possíveis medidas que deveriam ou poderiam ser tomadas por autoridades para inibir o surgimento de novos casos e tentar evitar o colapso nos hospitais e, inclusive, a falta de espaço em cemitérios, como já vem ocorrendo em alguns locais.

Um dos fatores mais prováveis para o aumento de casos e até de mortes entre pessoas mais jovens seriam as festas e baladas clandestinas, nas quais é praticamente impossível evitar que alguns inalem partículas espalhadas por outros. Essas aglomerações têm sido combatidas por forças de segurança.

Uma solução apontada em alguns grupos é que as autoridades deveriam proibir a prática de corridas e caminhadas em vias públicas, ainda que, ao ar livre, fosse menos provável a contaminação. Em Guarulhos, com parques fechados, um dos pontos de maior concentração de público tem sido a Vila Galvão, principalmente o entorno do lago, a laje do piscinão e a avenida Francisco Conde, mais conhecida como “20 Metros”.

Filas têm se formado nas proximidades dos carros e carrinhos de ambulantes na beira do lago e chama a atenção a quantidade de pessoas caminhando, correndo ou andando de bicicleta na 20 Metros, sendo que boa parte delas não usa máscaras. “É inevitável que alguém espirre e passe vírus para os outros. Jovens acham que são imunes, mas não são. Acabam levando a doença para casa e contaminando pais, irmãos e avós”, desabafa uma moradora do local. Um internauta comenta: “Geralmente caminham em duplas e conversando. Estão se contagiando e não percebem. Se o povo não tem consciência, as autoridades precisam agir e proibir”.

Nesse sentido, a Guarda Civil Municipal tem agido, buscando dispersar aglomerações no entorno do lago de Vila Galvão e sobre o piscinão, mas não há restrições à avenida Francisco Conde.

Por outro lado, há quem defenda essa prática esportiva como necessária mesmo durante a pandemia. “Se as pessoas já estão tendo de trabalhar de casa, não podem ir se divertir em lugar nenhum, não podem ir a um restaurante, é importante que pratiquem um exercício, que tomem Sol e fiquem um pouco ao ar livre. É o direito de ir e vir. Até isso querem proibir?”, comenta o pai de duas jovens frequentadoras da avenida. “Tédio também mata. Sabia?”, insiste ele em seu argumento.

E você? O que pensa a respeito?

A Prefeitura deveria proibir o tráfego de pessoas ao longo da avenida 20 Metros e outros pontos de concentração, como o boulevard do Parque Cecap, próximo ao Hospital Geral?