Brasileiro inventa produto para evitar roer unhas

 

Apesar do demorado exame dos pedidos de patentes gerar insegurança jurídica e desestimulo à inovação brasileira, há quem aposte suas fichas em proteger intelectualmente suas criações e aguardar o tempo necessário para viabilizá-las no mercado com um empurrãozinho do setor privado. É o caso do inventor Paulo Gannam, de São Lourenço(MG), que há cerca de 11 anos teve duas interessantes ideias para quem se preocupa em cuidar bem de suas unhas.

Roedor de unhas desde a infância, e após ter feito tentativas nada exitosas para brecar o hábito que gerava sangramentos e dor nos dedos, Gannam passou a imaginar um produto que pudesse lembrá-lo a todo momento de não roer as unhas, além de impedir o contato da boca com o contorno das unhas e das cutículas, o que, além de tudo, pode ser útil neste tempo de pandemia, quando se deve evitar levar as mãos à boca. Gannam começou a fazer testes de materiais e chegou a uma prova de conceito básica, utilizando o mesmo material de latex empregado em luvas cirúrgicas, com estampas voltadas para crianças, e outras, mais discretas, para adultos.

As principais consequências do roer de unhas são:

– Alteração do posicionamento dental

– Danos estéticos

– Bruxismo

– Desgaste das superfícies dos dentes

– Contaminação bacteriana

 – Dificuldade de executar trabalhos manuais como tocar violão, e digitar

– Baixa autoestima

A onicofagia é um termo médico relacionado ao hábito de roer as unhas, das mãos ou até mesmo dos pés. Este comportamento, que leva a prejuízos físicos e emocionais, é um dos mais comuns no mundo, atingindo cerca de 29% de toda população e apresentando diversas causas.

De acordo com o inventor, “o protetor de unhas inibe um hábito autodestrutivo e incentiva a pessoa a começar a identificar quais sentimentos estão envolvidos no momento em que ela deseja roer as unhas automaticamente”.

“Com a patente recentemente concedida pelo INPI, busco empresas que sejam capazes de desenvolver os produtos finais, fabricá-los e comercializá-los”, explica. Em Guarulhos, há algumas empresas que podem vir a interessar-se pelo invento de Gannam.


Lixa “três em uma”

Já para quem está com as unhas num bom tamanho, Gannam concebeu uma “Lixa para unhas Três em uma” composta por duas extremidades arredondadas e finas, que lembram o formato de uma espátula, feitas para polir, nivelar e dar brilho à superfície das unhas. Já entre as pontas, no cabo dessa lixa, há uma superfície ligeiramente circular, dotada de material com dois ou mais graus de aspereza para lixar o contorno das unhas.

Em meados de 2010, ele havia ouvido queixas de seus parentes sobre o quanto as lixas para as unhas eram incômodas e nada anatômicas na hora de conferir brilho e nivelar a superfície das unhas. Muito grossas e largas, essas lixas acabavam gerando atrito e vermelhidão na pele logo acima da cutícula, além de não possibilitarem a angulação necessária para atingir as áreas desejadas com eficácia. 

Outra reclamação era de que nenhum acessório feito para higienizar e embelezar as unhas conseguia reunir muitas funções sem perder a discrição e praticidade para caber em bolsas e estojos pequenos, obrigando os usuários a comprarem mais de um tipo lixa para realizar o serviço completo. “A maioria das lixas ou não têm formato anatômico ideal, ou não conseguem, por exemplo, polir o contorno das unhas e as superfícies com eficiência”, avalia. 

O ineditismo da ideia rendeu a Paulo outra carta-patente do INPI, também disponível para licenciamento ou sociedade.

Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho deste inventor brasileiro clique nestes links: https://paulogannam.wordpress.com/
https://www.linkedin.com/in/paulo-gannam-89b1b051/