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Novo Hospital da Criança será legado da gestão de José Mário na Secretaria da Saúde

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A anunciada construção de um novo Hospital da Criança e do Adolescente de Guarulhos, cujo investimento será todo da iniciativa privada, será um legado da gestão do médico José Mário Stranghetti Clemente na Secretaria municipal da Saúde. Depois de pouco mais de um ano no cargo, ele preferiu retomar integralmente sua atividade como médico, tanto na Prefeitura quanto em seu consultório particular, sendo substituído pelo também ex-vereador e médico ortopedista Ricardo Rui.

O HMCA atual funciona em imóvel alugado da Santa Casa de Misericórdia, no Centro de Guarulhos, um prédio que não proporciona as condições ideais para atender a demanda dessas faixas etárias. E, apesar da imensa arrecadação da cidade, o que sobra para investimento é irrisório diante das necessidades. Por exemplo, a Prefeitura ainda não concluiu a instalação do Hospital Pimentas-Bonsucesso, que tem andares construídos que continuam dependendo de equipamentos para funcionar.

Ainda como secretário da Saúde, José Mário disse na ocasião que era um privilégio assinar o protocolo de intenções com o BNDES, cujo desfecho foi agora formalizado pelo governo federal para um PPI – Programa de Parcerias para Investimentos, destinado à construção do que está sendo chamado de “HCGru” (Hospital da Criança de Guarulhos). Antes de assinar o protocolo, José Mário participou de diversas reuniões na área federal, com negociações até chegar ao modelo que permitisse o financiamento pelo BNDES.

O que difere das conhecidas PPPs (Parcerias Público-Privadas) é que, em vez de o investidor particular fazer apenas a gestão em algo que já foi construído, faz também o aporte necessário à construção e ao equipamento do hospital.

Com o novo Hospital da Criança de Guarulhos (HCGru) a Prefeitura estima aumentar em 70% a capacidade de atendimento ao público com até 17 anos em relação ao prédio atual, que hoje tem 88 leitos. O espaço, inicialmente cogitado em um terreno da Prefeitura na rua Claudino Barbosa, no Macedo, será construído em uma área de 6.670 m² da Prefeitura no Parque Santo Agostinho – próximo à praça Oito de Dezembro, ao Terminal Taboão e à Linha 13-Jade da CPTM (local visto na fotografia). Contará com 150 leitos, entre as clínicas médica, cirúrgica, psiquiátrica e ortopédica, divididos em emergência, enfermaria, unidade de terapia intensiva (UTI), centro cirúrgico e hospital-dia.

 

O complexo terá setores com separação por sexo e idade, exclusivos para pacientes internados ou em observação. No apoio ambulatorial serão 22 especialidades e cirurgias eletivas, incluindo diagnóstico com ressonância, tomografia, ultrassonografia, nasolaringoscopia e raio X. “Os investimentos em infraestrutura, as obras e a aquisição de materiais e instrumentos necessários para a operação do local e atendimento ficarão sob a responsabilidade do parceiro privado”, explicou o prefeito Guti há poucos dias.

“Será o primeiro hospital público com investimento privado já na construção”, comentou na época José Mário. Questionado qual seria o interesse da iniciativa privada de investir, respondeu que é lógico que quem põe dinheiro em algo espera obter retorno; que é um investimento como outro qualquer, porém, com supervisão, definição de regras e acompanhamento pela Secretaria da Saúde.

Explicou que essa operação inclui o que se convencionou chamar de “bata branca”, que significa a contratação de médicos, enfermeiros e todo pessoal diretamente da área da saúde, e a “bata cinza”, que é a exploração comercial da cozinha, dos suprimentos e serviços complementares, embora com todo atendimento pelo SUS.

“A expectativa de conclusão do escopo do projeto é para o final deste ano, com previsão de abertura de consulta pública no segundo trimestre de 2022. A iniciativa, que deve servir de exemplo para o governo federal em todo o país, tem suporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), após acordo de cooperação técnica firmado para a elaboração e formatação da concessão na modalidade de parceria, sem custos à cidade”, informa a Prefeitura em seu site.

Diante de todos os trâmites burocráticos que algo desse porte envolve, não há, portanto, a expectativa de quando o novo equipamento terá iniciada sua construção. Menos ainda quando poderá entrar em operação, prestando serviços efetivos à população. Mas, de qualquer forma, é uma boa notícia para a cidade ter essa perspectiva. Independentemente de quem estiver como prefeito e como secretário da Saúde quando vier a ser inaugurado, terá sido uma conquista do então secretário José Mário e do prefeito Guti para Guarulhos, bem como de várias pessoas da equipe que se mobilizaram para que pudesse viabilizar-se.

Valdir Carleto




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