O primeiro caso autóctone da variante delta do novo coronavírus do Estado de São Paulo foi confirmado na Capital nesta segunda-feira (5), por meio de sequenciamento genético realizado pelo Instituto Butantan. Até então, no território estadual só havia confirmação de um caso importado do município de Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro.
O caso autóctone – nome que se dá para uma doença que adquirida na zona da residência do enfermo – é referente a um homem de 45 anos, sem histórico de viagem e que apresentou somente sintomas leves da Covid-19, sem necessidade de internação. O paciente teve febre, tosse, dor de garganta e nas costas, sintomas que começaram no dia 19 de junho. Na ocasião, procurou um serviço de saúde, coletou amostra para exame e o resultado positivo saiu no dia 21.
Com histórico de hipertensão, embora já esteja na faixa etária da campanha ainda não foi imunizado contra Covid-19, uma vez que casos confirmados devem aguardar quatro semanas após a confirmação da doença para iniciar o esquema vacinal.
Outras três pessoas com quem reside e teve contato também apresentaram apenas sintomas leves, como febre, dor de cabeça, no braço, ausência de olfato e de paladar, mas estão em bom estado geral, conforme investigação epidemiológica realizada pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.
Variantes do coronavírus
Há centenas de variantes do novo coronavírus ao redor do mundo. Atualmente, quatro delas são consideradas “variantes de atenção” pelas autoridades sanitárias devido à possibilidade de aumento de transmissibilidade ou gravidade da infecção, por exemplo. São elas: Gamma (P.1), Alpha (B.1.1.7), Beta (B.1.351) e Delta (B.1.617.2)
Após análises do Instituto Adolfo Lutz e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) foram encontrados 489 casos autóctones dessas quatro variantes até 5 de julho, sendo 1 de Delta, 3 de Beta, 30 de Alpha e 455 de Gamma.

