sexta-feira, 27 maio 2022
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Os medalhistas do Brasil na Olimpíada de Tóquio 2020

 

Cinco medalhas em quatro dias de Jogos Olímpicos. Com este resultado em Tóquio, o Brasil teve sua melhor largada na história das Olimpíadas. O primeiro ouro chegou na madrugada desta terça-feira, 27 de julho. Veio nas ondas surfadas pelo potiguar Ítalo Pereira, 27 anos, que confirmou o favoritismo e despachou o japonês Kanoa Igarashi. Assim, os brasileiros somam até agora uma medalha de ouro, duas de prata e duas de bronze.

As duas de prata foram obtidas em uma modalidade que, assim como o surfe, fez sua estreia nestes Jogos Olímpicos de Tóquio 2020: o skate street. Rayssa Leal e Kelvin Hoefler mostraram que o Brasil é uma potência nas quatro rodinhas. Já os dois bronzes vieram de esportes nos quais o país já tem tradição: o judô, com Daniel Cargnin, e a natação, com Fernando Scheffer.

O objetivo do Brasil em 2021 é superar seu recorde de medalhas, conquistado na Rio 2016. À época, foram 19 

O objetivo do Brasil em 2021 é superar seu recorde de medalhas, conquistado na Rio 2016. À época, foram 19 pódios, e o maior número de ouros olímpicos (sete), o que valeu ao país o 13º lugar na classificação geral.

A meta é ambiciosa, tendo em vista que em Tóquio a delegação está bem mais reduzida do que nos últimos Jogos: são 301 atletas brasileiros ante 465 em 2016. Além disso, este ano não existe o efeito jogar em casa, que pode ter beneficiado os atletas graças ao apoio da torcidaAliás, a maioria das competições realizadas na capital japonesa não conta com público nas arquibancadas, uma medida para evitar o recrudescimento da pandemia do novo coronavírus, o que em tese torna as arenas um campo neutro.

Conheça os medalhistas brasileiros em Tóquio

Surfe

O surfista Ítalo Ferreira comemora a medalha de ouro no surfe
O surfista Ítalo Ferreira comemora a medalha de ouro no surfe OLIVIER MORIN / AP

Ítalo Ferreira, ouro no surfe – O surfista potiguar de Baía Formosa e 27 anos entrou para a história ao se sagrar o primeiro campeão olímpico na modalidade. A medalha veio na praia de Tsurigasaki, após uma emocionante disputa na final contra o japonês Kanoa Igarashi —que eliminou Gabriel Medina na semifinais. Ferreira mostrou consistência na sua linha, com manobras aéreas e muita velocidade. Durante a final, um susto: sua prancha se partiu na primeira onda. O brasileiro não se abalou, correu para a areia, pegou outra e voltou ao mar. Já campeão, se emocionou em entrevista à TV Globo: “Eu acreditei até o final, treinei muito nos últimos meses, e Deus realizou meu sonho. Posso fazer o que eu amo, ajudar as pessoas, a minha família. Estou sem palavras, só agradecer. É algo que eu sonhei e almejei bastante. Tá aí, meu nome está escrito na história do surfe.”

Skate

Rayssa Leal ergue sua medalha de prata, conquistada no skate street
Rayssa Leal ergue sua medalha de prata, conquistada no skate street BEN CURTIS / AP

Rayssa Leal, prata no skate street – Conhecida como a Fadinha do skate, ela fez história no esporte mundial com apenas 13 anos. A prata conquistada na modalidade skate street fez dela a mais jovem medalhista olímpica do Brasil. A jornada das ruas de Imperatriz, no Maranhão, para o segundo lugar no pódio (superada apenas pela japonesa Momiji Nishiya, também de 13 anos) foi marcada por uma comoção entre a torcida brasileira. Desde que um vídeo de Rayssa andando de skate com sete anos de idade vestida de fada azul viralizou, ela chamou a atenção do mundo do esportes e se tornou inspiração para uma geração de mulheres e homens: “Se uma menina de 13 anos vai representar o Brasil hoje, é por causa de mulheres skatistas que me inspiram, que me mostram que uma garota pode tudo.”

Kelvin e sua medalha de prata conquistada no skate street
Kelvin e sua medalha de prata conquistada no skate streetBEN CURTIS / AP

Kelvin Hoefler, prata no skate street – Este paulista de Guarujá —que quando criança era obrigado a andar de skate dentro de casa porque sua rua era de terra— foi o primeiro medalhista do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Aos 27 anos, Hoefler faturou a prata na categoria skate street. “Isso aqui representa o skate brasileiro, a nossa garra e a nossa persistência. Isso aqui não é só meu, é o skate do Brasil que merece isso aqui, merece até mais”, celebrou. O ouro ficou com o japonês Yuto Horigomi, e o americano Jagger Eaton levou a medalha de bronze sob um sol de 40 graus na pista.

Natação

Fernando Scheffer celebra o bronze nos 200m nado livre
Fernando Scheffer celebra o bronze nos 200m nado livre DPA VÍA EUROPA PRESS / EUROPA PRESS

Fernando Scheffer, bronze na natação – O atleta de 23 anos ficou em terceiro lugar nos 200 metros livres, conquistando a medalha de bronze nas Olimpíadas em sua primeira participação nos Jogos. O caminho até o pódio não foi fácil para este gaúcho de Canoas: no ano passado, devido à pandemia, seu clube, o Minas Tênis Clube, fechou as portas e ele ficou três meses fora das piscinas. Por isso, o nadador brasileiro teve que recorrer a uma bicicleta ergométrica alugada e a halteres para não deixar o corpo parado. No começo de 2021, com o recrudescimento da crise sanitária, ele e cinco colegas de equipe partiram para um sítio em Minas Gerais de outro nadador. Precisaram treinar num açude.

Judô

Daniel Cargnin recebe a medalha de bronze do judô categoria 66kg
Daniel Cargnin recebe a medalha de bronze do judô categoria 66kg DAVID GOLDMAN / AP

Daniel Cargnin, bronze no judô – Aos 23 anos este gaúcho de Porto Alegre trouxe a 23ª medalha do judô brasileiro na história dos Jogos Olímpicos para casa. A conquista do bronze na categoria peso meio-leve (até 66 quilos) ocorreu após luta tensa, contra o israelense Baruch Shmailov. Sua caminhada rumo ao pódio foi marcada por lesões em 2020 e até pela covid-19. Dedicou a vitória à mãe: “Acho que a gente sonhou junto isso, e vou ser bem sincero que queria era pegar, ligar para ela e falar que valeu à pena. Quando uma vez estava em um treino, pequeno, voltei chorando porque tinha apanhado muito. Ela falou: ‘não, Dani, vamos comer alguma coisa e amanhã é um novo dia.”

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