quarta-feira, 26 janeiro 2022
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Máscara será obrigatória em SP até 31 de janeiro, diz secretário de Saúde

 

O Governo do Estado de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (20) a prorrogação até 31 de janeiro de 2022 da obrigatoriedade do uso de máscara em espaços coletivos em todo o território, visando reforçar a proteção da população. A utilização da proteção facial segue vigente em SP e será mantida em virtude da necessidade de manter hábitos preventivos e complementares à vacinação, contribuindo para minimizar o impacto tanto da Covid-19 e suas variantes quanto do vírus Influenza, causador da gripe.
“O nosso compromisso é com a saúde da população. Há vírus respiratórios circulando e a máscara é uma aliada no combate à transmissão e, consequentemente, na prevenção”, explica o Secretario de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.
O uso de máscaras é obrigatório em São Paulo desde 1º de julho de 2020. A partir desta data, até 30 de novembro de 2021, as equipes do Centro de Vigilância Sanitária (CVS) estadual realizaram 536.887 inspeções e 10.476 autuações relacionadas ao descumprimento de normas sanitárias. Toda abordagem dos agentes é feita com foco na orientação sobre o uso correto das máscaras, prezando pela educação e bom senso, visando sobretudo à conscientização sobre a importância do uso da proteção facial para segurança individual e coletiva.
O não uso de máscaras em locais públicos prevê multas de R$ 552,71 por pessoa física e de R$ 5.294,38 por estabelecimento, conforme resolução estadual, pois estes devem prezar pela segurança dos seus colaboradores e consumidores.

Vacinação

O Estado de São Paulo tem hoje 78,49% da população com esquema vacinal completo contra Covid-19, ou seja, com duas doses do imunizante do Butantan/Coronavac, da Fiocruz/Astrazeneca/Oxford e Pfizer/BioNTech, além da dose única da Janssen. Se considerada apenas a população adulta, SP tem hoje cerca de 95,4% das pessoas vacinadas.
Também foi realizada em 2021 a campanha anual de vacinação contra a gripe (Influenza), com o total de 13,1 milhões de pessoas imunizadas, sendo 10,1 milhões delas pertencentes aos públicos-alvo. A campanha começou em 12 de abril e, a partir de 12 de julho, doses foram disponibilizadas para toda a população, e 3 milhões de pessoas fora dos grupos prioritários receberam doses.
Além da imunização, as doenças provocadas por vírus respiratórios podem ser prevenidas com hábitos como lavar bem as mãos com água e sabão, uso de álcool gel para higienização, manter ambientes ventilados e evitar o contato com pessoas com sintomas similares aos de gripe e resfriados.

SP quer vacinar crianças contra Covid

Na contramão das declarações ditas pelo Ministro da Saúde Marcelo Queiroga, que não vê motivo para ter pressa em imunizar crianças de cinco a 11 anos, Gorinchteyn detalhou que o estado paulista estabelecerá a vacinação infantil. O secretário disse ainda que aguarda até o final da tarde de hoje uma resposta da farmacêutica Pfizer sobre a autorização ou não da aquisição de vacinas pelo estado.

“Na última sexta-feira conversamos com a presidente da Pfizer que disse que a prioridade seria o governo federal. Só que nós não aceitamos essa posição. Se até hoje, no período da tarde, a sua presidente no Brasil, Marta Diez, não se manifestar no sentido de autorizar a venda de 9 milhões de imunizantes para nossas crianças, nós estaremos judicializando no Supremo Tribunal Federal essa decisão para que dessa forma a proteção á vida seja mantida.”

O governador João Doria (PSDB) havia divulgado, na sexta-feira (17), que São Paulo iria negociar diretamente com a farmacêutica a compra da vacina contra Covid-19 destinada a crianças do estado, mas a Pfizer anunciou que pretende continuar as negociações de vacina contra a Covid-19 diretamente com o governo federal, com quem tem contrato ainda ativo para o fornecimento de mais 100 milhões de doses.

Segundo a farmacêutica, o último contrato firmado com a União é de 29 de novembro e “engloba o fornecimento de novas versões da vacina, inclusive para diferentes faixas etárias”.

De acordo com Gorinchteyn, trata-se de “uma emergência sanitária”, já que morreram 2,5 mil crianças de 0 a 9 anos de Covid-19.

“No próprio Estatuto da Criança e do Adolescente, as crianças têm os mesmos preceitos de proteção como todas as outras faixas etárias, especialmente da imunização. De março do ano passado até hoje, perdemos 2,5 mil crianças, especialmente na faixa de 0 a 9 anos em decorrência da Covid. Isso é uma emergência em necessidade de proteção para essas pessoas. Em fruto à presença de uma nova variante que tem uma característica que chamamos infectividade – maior transmissão de pessoa a pessoa -, maior risco essas crianças correm.”

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