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Organizadores da “Paixão de Cristo” manifestam-se contra cancelamento do evento

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Desde 2007 até 2018, a Paixão de Cristo foi encenada em Guarulhos, reunindo atores profissionais e amadores, em apresentações em diversos locais abertos, como o Parque J. B. Maciel, no Bom Clima; estádio da Ponte Grande e Parque Vilanova Artigas, no Parque Cecap.

Em 2019, houve embaraços nos trâmites burocráticos e não foi possível realizar o evento. Em 2020 veio a pandemia e em 2021 também não havia possibilidades de haver a encenação. No decorrer de 2021, começaram os contatos com a Prefeitura para que houvesse a realização agora na Semana Santa.

 

Uma carta aberta que está sendo distribuída cita toda a movimentação, informa que, após várias reuniões na Secretaria de Cultura, souberam que não seria possível promover o evento, por falta de recursos. Os organizadores afirmam que em uma das reuniões, o diretor de Cultura, César Samsoniuk, perguntou se seria um evento religioso, ligado à Igreja Católica. Eles responderam que se trata de um espetáculo de artes integradas e não tem cunho religioso.

Na carta, tecem diversas críticas à gestão atual da Cultura, que tem à frente o vice-prefeito, Jesus Roque Freitas. E divulgam uma manifestação cultural a ser promovida a partir das 14h desta quinta-feira, 14, na praça Getúlio Vargas, com o objetivo de requerer uma reunião com o prefeito Guti para tratar de temas ligados à Cultura.

Enviamos pedido de manifestação da Secretaria de Cultura sobre os motivos que levaram a não viabilizar a encenação, considerando que as tratativas tiveram início no segundo semestre de 2021.

RESPOSTA DA PREFEITURA

A Prefeitura de Guarulhos informa que a decisão de cancelamento do referido evento não foi tomada pela municipalidade. Os organizadores do evento foram recebidos pela Secretaria de Cultura, ocasião em que argumentaram em favor da Paixão de Cristo, espetáculo que integra diferentes linguagens artísticas e sua importância para os aspectos culturais da cidade.

Ao grupo, a Secretaria de Cultura solicitou projeto com descrição do evento, documento que fora entregue e protocolado por meio do Sipex nº 26604/22, em 25 de fevereiro. Junto ao projeto, os organizadores entregaram ainda planilha de custo detalhada e infraestrutura completa, na qual foi informada a necessidade de equipamentos, tais como microfones, amplificadores, pedestais, ventiladores, sistema de som e iluminação, entre outros, cuja contratação ultrapassaria R$ 200 mil.

Além disso, o projeto informava ainda a necessidade de R$ 46.600,00 para gastos imediatos com transporte, alimentação, costureiras, entre outros. Tais valores, de acordo com a pasta, não representam forma equânime de fomento à Cultura. Se tomarmos como base o Fundo Municipal de Cultura, o Funcultura, por exemplo, é possível observar a democratização de recursos destinados, democraticamente, à produção cultural e artística de Guarulhos, por meio de editais.

(foto de arquivo – Sidnei Barros / PMG 2018)

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